Semana de 8 a 14 de fevereiro de 2026 V DOMINGO COMUM – ANO A
Num ambiente de silêncio e recolhimento, façamos uma pausa do dia a dia agitado, para tomarmos consciência da presença amorosa de Deus, nas nossas vidas e na nossa família. Se possível, coloquemos no meio de nós um recipiente com sal e uma vela, junto com a Bíblia aberta em Mateus 5. Quando nos sentirmos preparados, acendemos a vela…
Envoltos na paz de Jesus, a verdadeira luz que nos ilumina e habita no nosso coração, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Com alegria, louvemos Jesus, cuja luz brilha em nós, para glória de Deus Pai!
Abristes os meus olhos Vi Tua graça, Tua salvação Me chamaste pra ser Teu Não mais vivo por mim Sou a luz do mundo que brilha em ti Da glória da casa de Deus pai, Deus pai
Pois tu és grande em poder E a tua glória enche o meu ser Faz tudo novo Brilha em mim Oh, luz da salvação Jesus, Jesus, oh, oh, oh Jesus, oh, oh, oh
Espero em ti És minha força, minha porção Cristo, o Meu redentor Que o mundo conheça a tua verdade e que toda língua confesse que és Senhor de tudo Tu és Senhor, Senhor
Pois tu és grande em poder E a tua glória enche o meu ser Faz tudo novo Brilha em mim, oh, luz da salvação Jesus, Jesus, oh, oh, oh Jesus, oh, oh, oh
Pois tu és grande em poder E a tua glória enche o meu ser Faz tudo novo Brilha em mim, oh, luz da salvação Jesus, Jesus Pois tu és grande em poder
E a tua glória enche o meu ser Faz tudo novo Brilha em mim, oh, luz da salvação Jesus, Jesus, oh, oh, oh Jesus, oh, oh, oh
Convidamos cada um de nós a, em silêncio, ou em voz alta, elevar a Deus uma oração de agradecimento… pelas luzes que recebemos, pelas pessoas que foram sal nas nossas vidas e pelas pequenas graças do dia a dia que tantas vezes nos passam despercebidas.
Sintamos disponibilidade para escutar a mensagem “luminosa” do texto de Mt 5, 13-16, na voz de um de nós.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
Deixemos que o nosso coração se preencha com os ensinamentos de luz, que emanam desta mensagem.
Neste texto do Evangelho, Jesus diz que cada um de nós é “luz do mundo”. Com isto Ele dá-nos um ensinamento sobre identidade, missão e finalidade da vida cristã.
Primeiro: Identidade – somos luz porque pertencemos a Cristo Jesus diz: “Vós sois a luz do mundo”. Nenhuma luz existe por si mesma, ela sempre revela de onde vem, a quem pertence, quem a acende e quem a sustenta. “Como chega a luz até nossa casa?” pergunta a criança ao pai. “Filho, a nossa casa está unida por cabos a uma central elétrica, sem a sua força não seria possível a luz no nosso lar”. Nós não produzimos luz por nós mesmos, não temos luz própria, a nossa luz vem de Cristo. Assim como a lua brilha porque reflete a luz do sol, nós brilhamos porque refletimos a luz de Cristo que é a verdadeira luz. Nenhuma luz existe sozinha, ela vem duma fonte maior, a fonte da luz do cristão é Cristo, que é a “Luz do mundo”. Se nos afastamos dessa fonte, a nossa luz enfraquece, continuamos a existir mas já não iluminamos. Ser luz significa permitir que a presença de Deus que recebemos pelo batismo se torne visível na nossa vida. Portanto, antes de fazer, é preciso ser: ser de Cristo, viver em Cristo, deixar Cristo viver em nós. A nossa capacidade de iluminar depende da nossa união com Cristo e alimenta-se na oração, na escuta da Palavra e nos sacramentos.
Segundo: Missão – brilhar onde há escuridão Diz-nos o texto: “Nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire”. Uma lâmpada acesa e escondida é um desperdício porque ela carrega um potencial que não se realiza e assim não cumpre a sua missão. Assim também é o cristão quando esconde a sua fé, a sua bondade, os seus valores, as suas convicções por medo, vergonha, indiferença ou acomodação. Quantas vezes, diante das trevas do mundo, como a injustiça, a violência, a indiferença e a mentira, preferimos permanecer calados, invisíveis e apagados? Jesus chama-nos a não ter medo de brilhar, não a brilhar para nós mesmos mas para os outros. A lâmpada não se ilumina a si mesma, ela ilumina para que outros vejam e assim deve ser a nossa vida. Somos chamados a iluminar com gestos simples, a levar uma palavra de ânimo a quem tem medo, a levar a verdade a quem vive na escuridão, a levar presença fraterna a quem vive na solidão, a levar atitudes de paz a ambientes de violência, a levar um sorriso a quem está triste. A luz cristã não precisa de ser intensa aos olhos do mundo mas precisa de ser autêntica e fiel diante de Deus.
Terceiro: Finalidade – Não para nossa glória mas para glória do Pai Jesus conclui: “para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus”. Jesus não diz “para que te glorifiques a ti próprio” mas para “glorificar o Pai”. O cristão não ilumina para ser admirado, elogiado ou reconhecido porque a finalidade da nossa luz não é a nossa própria glória mas a glória de Deus. A luz que oferecemos deve ser como a luz dum vitral que sempre aponta para além de si mesma. Quando alguém vê um ato de bondade, perdão, honestidade, generosidade, quando alguém se sente amado, acolhido, animado, consolado por meio de ti, na verdade experimenta o amor do Pai e é como se dissesse: “Deus está aqui”. Isto é ser luz, é tornar Deus visível no mundo. Deus precisa de luzes vivas e não apagadas porque são elas que tornam a sua presença visível no mundo e esta é a finalidade da nossa missão: brilhar para que a glória de Deus seja cada vez maior.
A luz não se impõe, mas dissipa a escuridão! Jesus confia-nos uma missão simples e exigente: iluminar a vida dos outros sem nos escondermos por medo, comodismo ou indiferença; somos chamados a deixar que a luz recebida de Deus, se torne visível nas nossas escolhas, palavras e atitudes. Reflitamos:
De que forma cuido da minha relação com Deus para não deixar que a chama se apague?
Que dons recebi e ainda não coloquei ao serviço dos outros?
Que pequenos gestos concretos posso viver para iluminar o dia de alguém?
Salgo a vida dos que se cruzam comigo? Que vou fazer para manter essa força?
Confiemos agora a Deus as nossas preces pessoais e comunitárias. Apresentemos as nossas dificuldades, medos, indecisões e as das pessoas que vivem na escuridão da dor, da solidão, ou do desânimo e peçamos a graça de podermos ser, para todos, sinal de luz e esperança.
Querendo ser luz viva que torna visível a presença de Deus no mundo, rezemos com Jesus:
Senhor Jesus, Tu que nos chamas a ser sal da terra e luz do mundo, ensina-nos a viver com simplicidade e verdade. Livra-nos do medo de testemunhar a fé, da tentação de nos escondermos e da indiferença que apaga a luz do amor.
Que a nossa vida fale de Ti, mesmo nos pequenos gestos e que, através de nós outros descubram o Teu rosto.
Sentindo a benção, a luz e a paz de Deus em nós, benzemo-nos.