Semana de 12 a 18 de julho de 2026
XV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

A escolha do local para a oração é importante na medida em que a calma, a atenção e a predisposição melhoram a qualidade da oração.
Tenhamos, junto a nós, uma Bíblia aberta no 13.º capítulo do Evangelho segundo São Mateus, assim como uma vela.
Quando todos estivermos prontos, inicia-se a oração, acendendo a vela.
Dispostos a acolher a Palavra de Deus para desenvolvermos um coração frutífero, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Mesmo de mãos vazias ou como crianças perdidas, coloquemo-nos diante de Deus, louvando-O, pedindo que nos perdoe e que nos ensine a amá-Lo mais.
Venho, com as minhas mãos vazias
Venho, como um cego atras da Luz
Venho, como criança perdida
Venho, aprender a Amar a Cruz
Perdoa-me
Ensina-me Senhor
A Ser Melhor
A Amar-Te Mais
Venho p’ra Aprender a Ser Santo
Venho pedir Senhor a Tua Ajuda
Quero… Ser Alegre e ser Humilde
Sei, Que com fé a Vida muda
Perdoa-me,
Ensina-me Senhor
A ser Melhor
A Amar-te Mais
Façamos a nossa oração de agradecimento a Deus, pelas sementes de amor, esperança e fé que Ele tem lançado nas nossas vidas… Falemos com o Pai e enumeramos, de coração aberto, disponível e grato, todas as bênçãos que sabemos receber vindas d´Ele…
Hoje, Jesus conta-nos a parábola do semeador. Já todos a conhecemos. Vamos escutá-la atentamente, na voz de um de nós, em Mt 13, 1-23.
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar. Reuniu-se à sua volta tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava na margem. Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos: “Saiu o semeador a semear. Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. Outras caíram entre espinhos e os espinhos cresceram e afogaram-nas. Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. Quem tem ouvidos, oiça”.
Quão frutífera é esta mensagem…
Debrucemo-nos intensamente sobre ela
A parábola do semeador, ensinada por Jesus Cristo, revela a forma como o coração humano recebe a Palavra de Deus e determina o impacto que ela tem na nossa vida. Mais do que falar de quatro tipos de pessoas, esta parábola expõe quatro estados possíveis do mesmo coração, estados que podem mudar, ao longo do tempo, dependendo da nossa disposição interior.
O primeiro é o coração endurecido
Este não é necessariamente alguém que rejeita Deus de forma consciente, mas alguém que, ao longo da vida, foi fechando o coração. Pode ser por dor, deceção, orgulho ou até excesso de exposição sem prática. A pessoa ouve, mas não absorve; entende com a mente, mas não permite que desça ao interior. A Palavra não encontra espaço para criar raiz e fica na superfície, vulnerável a ser esquecida ou ignorada. O endurecimento, na maioria das vezes, não acontece de repente mas é resultado de pequenas resistências repetidas ao longo do tempo.
O segundo é o coração superficial
Aqui há receção imediata, até entusiasmo. A pessoa emociona-se, envolve-se, responde rapidamente, mas não aprofunda. Falta raiz. A raiz só se desenvolve no oculto, na constância, longe da euforia inicial. Este coração depende muito das circunstâncias: enquanto tudo está bem, parece crescer; mas diante das dificuldades, desiste. O problema não está em começar com alegria, mas em não sustentar o crescimento quando a fé deixa de ser confortável. A superficialidade espiritual é perigosa justamente porque, no início, ela parece-se com algo verdadeiro.
O terceiro é o coração dividido
Talvez o mais comum e também o mais subtil. Nesse caso, a Palavra até cresce, mas não cresce sozinha. Ela precisa disputar espaço com preocupações, ambições, desejos e distrações. Não há rejeição direta de Deus, mas também não há prioridade clara. Aos poucos, outras coisas sufocam aquilo que poderia gerar fruto. O grande problema aqui não é a falta de fé, mas o excesso de outras vozes que ocupam o interior. É um coração que tenta manter Deus presente, mas sem abrir mão de tudo o que o impede de florescer plenamente.
O quarto é o coração frutífero
Este não é um coração perfeito, mas um coração disponível. Ele ouve, recebe, persevera e, com o tempo, produz fruto. A diferença não está apenas na escuta, mas na continuidade. Há um processo silencioso a acontecer, raízes a aprofundarem, estrutura a ser formada, vida a ser sustentada. O fruto não aparece imediatamente, mas é inevitável quando há profundidade. Este fruto não é igual para todos, pois cada um produz conforme sua capacidade, mostrando que Deus não exige comparação, mas fidelidade.
A grande lição é que esses quatro tipos de coração não estão separados em pessoas diferentes, mas coexistem dentro de nós em diferentes áreas da vida. Podemos ser endurecidos em relação a certas verdades, superficiais em algumas práticas, divididos em nossas prioridades e, ao mesmo tempo, frutíferos em outras dimensões.
A boa notícia é que nenhum estado é permanente. O coração endurecido pode ser quebrado, o superficial pode criar profundidade, o dividido pode ser purificado e o frutífero pode crescer ainda mais. Deus continua a semear e a transformação começa quando permitimos que Ele trabalhe o nosso interior.
Todos temos diferentes formas como o nosso coração recebe a Palavra de Deus. Há momentos em que o coração está endurecido, distraído ou cheio de preocupações. Mas há também espaço onde a Palavra pode criar raízes, pois a transformação começa quando permitimos que Deus trabalhe o nosso interior e, para isso, o nosso coração deve ouvir, receber, perseverar e, com o tempo, produzir fruto. Reflitamos:
- Que coração bate hoje no meu peito? O endurecido, o superficial, o dividido ou o frutífero? Porquê?
- Que preocupações, medos ou distrações ocupam hoje o meu coração e me impedem de permitir que a Palavra crie raízes em mim?
- Que hábitos me ajudam a acolher a Palavra: silêncio, leitura do Evangelho, oração, confiança, …?
- Que passo concreto posso dar hoje para deixar Jesus trabalhar mais em mim?
Apresentemos agora a Deus os pedidos que queremos colocar sob o Seu cuidado de Pai. Não nos esqueçamos de pedir um coração aberto, humilde, disponível para que Deus trabalhe em nós e pelos nossos irmãos.
Capazes de acolher a Palavra de Deus com alegria, guardá-la no dia a dia e vivê-la com fidelidade, rezemos unidos a Jesus.
Em pé, digamos pausadamente e a medir cada palavra:
Senhor Jesus, mesmo quando o meu coração está cansado, distraído ou endurecido, continuas a acreditar que nele pode nascer vida nova.
Quebra a dureza do meu coração e concede-me um coração humilde, disponível, frutífero e perseverante.
Que eu nunca me canse de escutar a Tua voz, de confiar nas Tuas promessas e de deixar que o Teu Espirito transforme a minha vida.
Que, permanecendo unido a Ti, eu produza frutos abundantes para a Tua glória e para o bem dos meus irmãos.
Amen
Permitindo que o Espírito transforme o nosso coração, para que dele germine amor, paz, bondade, misericórdia, esperança e fé, benzemo-nos.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.