Semana de 13 a 19 de setembro de 2026
XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

Coloquemo-nos na presença de Deus e façamos silêncio no nosso interior.
Hoje somos convidados a olhar para o nosso coração e para as relações que temos com os outros. Paremos um pouco para reconhecer que, muitas vezes, queremos receber misericórdia, compreensão e perdão, mas temos dificuldade em oferecer o mesmo aos outros…
Com isto em mente, preparemos o nosso espaço de oração, abrindo a Bíblia em Sir 27,33-28,9 e acendemos uma vela.


Solicitando a Deus que nos dê a coragem de reconhecer aquilo que ainda precisa de ser transformado em nós, benzemo-nos.

Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,


Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.

Em nome do Pai…


Louvemos a Deus, pedindo perdão pela ausência de gestos corajosos e pela fraqueza de nossos atos. Que Ele nos ajude a recomeçar de novo…



Se não cantámos, voltamos a colocar o cântico e acompanhamos, entregando a nossa voz como ela é.


Antes de escutarmos a Palavra, cada um de nós é convidado a agradecer a Deus por alguma pessoa, situação ou gesto de perdão que tenha experimentado.
Podemos permanecer ainda, alguns instantes em silêncio e, depois, cada pessoa pode fazer espontaneamente a sua oração de agradecimento.


Escutemos, na voz de um de nós, a Palavra que nos convida a deixar cair o ressentimento e a escolher o caminho do perdão, em Sir 27,33-28,9


Com o coração pronto para acolher, verdadeiramente, esta mensagem, debrucemo-nos no seu intenso significado:


Queremos que Deus compreenda as nossas fraquezas, desculpe os nossos erros e tenha paciência connosco. Mas, quando alguém nos magoa, podemos tornar-nos exigentes, guardar ressentimentos e pensar: «Eu não consigo perdoar aquilo que me fizeram.». Perdoar é, sobretudo, deixar de alimentar dentro de nós o desejo de vingança, entregar a Deus aquilo que nos feriu e escolher não viver prisioneiros dessa ferida. Reflitamos:

  • Há alguém a quem digo que perdoei, mas cuja atitude continuo a recordar com ressentimento?

  • Peço frequentemente a Deus que me perdoe, mas sou incapaz de compreender os erros dos outros?

  • Ainda guardo no coração: uma mágoa, uma palavra, uma injustiça, uma desilusão?

  • Quando me sinto magoado por alguém, procuro vingança ou entrego a Deus aquilo que sinto?

  • O meu perdão é verdadeiro ou apenas digo «está tudo bem» enquanto continuo interiormente magoado?


Podemos permanecer mais alguns momentos em silêncio e repetir interiormente:
«Senhor, ensina-me a perdoar como Tu me perdoas.»

E podemos apreciar esta mensagem do Papa Francisco:


Cada pessoa é agora convidada a apresentar a Deus uma prece. Pode ser baseado na mensagem do vídeo anterior ou podemos rezar por nós, por alguém que nos magoou, por alguém que magoámos ou por uma relação que precisa de ser reconciliada.


Jesus ensinou-nos a rezar: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.». Com esta mensagem bem presente, rezemos ao Pai


Atentos às palavras que vamos proferir, digamos esta oração juntos:

Senhor,
Tu conheces as feridas que guardamos no coração, as palavras que não esquecemos e as pessoas que ainda temos dificuldade em perdoar.
Perdoa-nos, Senhor, quando pedimos a Tua misericórdia mas somos incapazes de oferecer misericórdia aos outros.
Liberta-nos do ressentimento, da necessidade de ter razão e do desejo de fazer pagar a quem nos feriu.
Dá-nos um coração semelhante ao Teu: um coração que sabe perdoar, que sabe recomeçar e que não permanece prisioneiro do passado.
Ajuda-nos a dar hoje um primeiro passo em direção à reconciliação.
E quando não conseguirmos perdoar sozinhos, ensina-nos simplesmente a dizer:
«Senhor, eu quero perdoar.
Ajuda-me a conseguir.»
Amen.


Pedindo que o Senhor nos dê um coração livre do ressentimento, capaz de pedir perdão e de perdoar, benzemo-nos.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


Categorias: Proposta de Oração