Semana de 18 a 24 de janeiro de 2026 II DOMINGO COMUM – ANO A
No meio de todas as ocupações e preocupações, façamos uma pausa consciente para, em plenitude do coração, nos oferecermos a Deus e desfrutarmos em família, de um momento de oração. Tenhamos connosco a Bíblia aberta no Evangelho de São João. Quando estivermos prontos, acendemos uma vela.
Reconhecendo o Espírito de Deus que desce e permanece nas nossas vidas, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Vem espírito santo Habita neste pobre ser, que sou eu Faz-me saber tua vontade Conduz os meus passos na verdade Enche de fervor e fé o meu viver
Espírito de luz Ilumina o meu caminho Bom consolador Busco em ti o meu refúgio Espirito de amor Minha alma esta sedenta Vive em mim senhor Pois anelo tua presença Cumpre em mim tua promessa Não estareis sós Vem espírito vem
Vem espírito santo Atende a prece que hoje faço aqui Busco a tua face em reverência E curvo o meu rosto em Tua presença Minha vida eu rendo a ti nesta oração
Vem espírito santo Vem com poder a minha mente inspirar Vem e sacia a minha vida De amor, de esperança e alegria Minha fé Te peço, vem reavivar
Descobrir a alegria do Evangelho é encontrar um sentido, uma presença, uma luz, uma força que nos faz anunciar, servir, amar e perdoar com um coração renovado pela força do Espírito Santo! Sentindo a graça, a alegria e a forte presença do Espírito e de Jesus na nossa vida, digamos, de forma refletida e sentida: Obrigado Jesus por…
Convidemos o Espírito Santo para estar presente enquanto um de nós lê a Palavra, em Jo 1, 29-34
Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Era d’Ele que eu dizia: “Depois de mim virá um homem, que passou à minha frente, porque existia antes de mim”. Eu não O conhecia, mas para Ele Se manifestar a Israel é que eu vim batizar em água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar em água é que me disse: “Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar é que batiza no Espírito Santo”. Ora eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
Permitamo-nos ser transformados pela mensagem deste texto. Aprofundamos…
Este texto do Evangelho relata-nos o encontro de João com Jesus, um encontro que muda tudo porque ele é o instante em que João reconhece quem é o verdadeiro Jesus. Até então, João anunciava que alguém viria, ele pregava, batizava e chamava à conversão mas não sabia quem era Aquele que viria depois dele mas, só quando o Espírito desceu sobre Jesus e o ilumina, ele pôde exclamar: “Eis o Cordeiro de Deus”.
O Espírito faz reconhecer João conhecia Jesus humanamente porque eram parentes mas não O conhecia espiritualmente por isso ele diz duas vezes: “Eu não O conhecia”. Foi o Espírito quem revelou a verdade escondida por trás da aparência comum: aquele homem simples de Nazaré era o Salvador, o “Filho de Deus”. Muitos viram Jesus passar mas só João O reconheceu, fruto da ação do Espírito Santo. Também nós podemos estar perto das coisas de Deus, vir à Missa, rezar, ler a Bíblia e, ainda assim, não reconhecer Jesus se o Espírito não abrir os nossos olhos. É o Espírito que desce em forma de pomba que faz João reconhecer Jesus porque, sem o Espírito, Jesus seria apenas mais um entre tantos, mas com o Espírito, João vê o “Filho de Deus”. É o Espírito que nos faz perceber a presença de Jesus onde ninguém vê, é Ele que revela Cristo na Palavra, na Eucaristia, na alegria, na dor e até nos silêncios da vida. Sem o Espírito, a cruz é uma derrota e o Evangelho é apenas um livro. Com o Espírito, a cruz é vitória e o Evangelho é Palavra viva que toca o coração. Sem o Espírito, a nossa fé é cega, fria, tradição e uma teoria. Com o Espírito, a fé torna-se encontro, luz e vida nova. É o Espírito que nos faz passar da religião vivida por costume, a fé vivida por amor. Por isso, peçamos que o Espírito ilumine a nossa mente e inflame o nosso coração para reconhecermos verdadeiramente Jesus, como aconteceu com João Batista.
Quem reconhece, testemunha João, depois de reconhecer Jesus, declara: “eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus”. O coração que reconhece e se deixa transformar pelo encontro com Cristo não se cala, ele torna-se testemunha viva do amor de Deus. João não guarda para si a experiência do encontro e por isso clama com alegria. Assim deve ser connosco. O encontro verdadeiro não se guarda mas partilha-se. Quem se encontrou com Cristo não consegue ficar calado. A alegria do Evangelho é uma força que nos faz anunciar, servir, amar e perdoar. O reconhecimento de Jesus na nossa vida deve levar-nos a testemunhar com gestos e palavras que Ele é real, que Ele age, que Ele salva. O testemunho não se faz apenas a falar de Deus mas a viver de modo que os outros vejam Deus em nós: no perdão que damos, na paz que transmitimos, na esperança que carregamos, mesmo no meio da dor. O mundo de hoje precisa de cristãos que, com a mesma paixão de João, digam com o coração e com gestos: “eu vi o Senhor! Ele vive e mudou a minha história”. O verdadeiro encontro com Deus faz-nos humildes, livres e serenos. Ele muda os nossos planos, cura as nossas feridas e renova a nossa esperança. Encontrar Jesus não significa escapar à realidade mas viver a realidade com um coração novo pela força do Espírito Santo. O mesmo deserto continua ali mas agora há um sentido, uma presença, uma luz e é essa experiência que somos convidados a testemunhar e a levar aos outros, como fez João Batista.
O verdadeiro encontro com Deus faz-nos humildes, livres e serenos. Ele age, Ele salva, Ele muda os nossos planos, cura as nossas feridas e renova a nossa esperança! O testemunho deste encontro não se faz apenas a falar de Deus mas a viver de modo que os outros vejam Deus em nós, no perdão que damos, na paz que transmitimos, na esperança que carregamos. Reflitamos:
Reconheço Jesus como o Cordeiro que toma sobre Si as minhas fragilidades?
Tenho consciência de que sou enviado a testemunhar, tal como João Batista?
Dou espaço ao silêncio para que o Espírito Santo repouse sobre mim, fale ao meu coração e me transforme?
Reconheço sinais discretos do Espírito e da presença de Deus na minha vida? Quais?
As minhas escolhas, gestos e palavras aproximam os outros de Cristo?
Esta semana, sempre que alguém em casa responder mal, se fechar, se irritar ou criar tensão, em vez de atacar ou discutir, diz com calma:
“Que o Espírito Santo desça sobre ti.”
Não como acusação. Não como ironia. Mas como desejo sincero de paz.
E quem ouve, em vez de se defender, tenta parar e acolher: “O que é que eu preciso agora para responder melhor?” Porque às vezes não precisamos de ganhar a discussão, precisamos de dar espaço ao Espírito.
Agora, em silêncio, somos convidados a abrir o coração ao Espírito Santo; deixemos que repouse em nós, como repousou sobre Jesus e, com simplicidade e confiança, apresentamos-Lhe a nossa prece: aquilo que precisamos entregar, o que desejamos pedir, o que queremos transformar no nosso coração, sem esquecer os outros.
Guiados pelo Espírito, a nossa fé torna-se encontro, luz e vida nova! Rezemos com o Espírito e com fé:
Senhor Jesus, toma sobre Ti os meus medos, culpas, resistências e dá-me um coração reconciliado; quero aprender a reconhecer-Te todos os dias e a testemunhar-Te com gestos simples, palavras sinceras e atitudes de amor verdadeiro. Espírito Santo, desce sobre mim, permanece em mim e guia-me com uma fé mais verdadeira e confiante para que eu possa preparar caminhos para que outros Te encontrem.
Purificados e transformados pelo Espírito que gera permanência e fidelidade, benzemo-nos: