Semana de 16 a 22 de junho de 2024
XI DOMINGO COMUM – Ano B

A oração é a forma mais íntima de estarmos com Deus. De forma a aproveitarmos mais intensamente o momento, devemos estar conscientes do que vamos fazer, ter o espaço adequado e tudo preparado.
Tenhamos a Bíblia aberta na segunda epístola de S. Paulo aos Coríntios e uma vela acesa.
Com humildade e simplicidade, disponíveis para acolher os desafios e os dons de Deus, benzemo-nos
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Deus, a luz na escuridão, traz esperança e salvação ao que crê. resgatados pelo Seu amor, bendigamo-lO com um cântico de louvor
Por amor Se entregou
Rude cruz suportou
Mas Ele venceu a morte
E nada o pode deter de resgatar o meu ser
Ele mudou a minha sorte
Pra sempre o louvarei cantado
Pra sempre o louvarei dançando
Bendirei Jesus, sim, eu bendirei Jesus
Ao Rei toda glória, toda glória
Bendirei Jesus, sim, eu bendirei Jesus
Ao Rei toda glória, toda glória
Oh, oh, bendirei Jesus
Oh, oh, bendirei Jesus
Jesus é o caminho, a verdade e a vida
Ele é a luz na escuridão
Traz esperança ao que crê
Tudo conhece, tudo vê
Do mundo Ele é a salvação
Pra sempre o louvarei cantado
Pra sempre o louvarei dançando
Bendirei Jesus, sim, eu bendirei Jesus
Ao Rei toda glória, toda glória
Bendirei Jesus, sim, eu bendirei Jesus
Ao Rei toda glória, toda glória
Oh, oh, bendirei Jesus
Oh, oh, bendirei Jesus
Oh, oh, bendirei Jesus
Oh, oh, bendirei Jesus
Pra sempre lhe darei louvor!
Pra sempre lhe darei louvor!
Pra sempre lhe darei louvor!
Pra sempre lhe darei louvor!
(Pra sempre, pra sempre, pra sempre, oh, oh)
Bendirei Jesus, sim, eu bendirei Jesus
Ao Rei toda glória, toda glória
Revestimo-nos de alegria e serenidade pois cremos confiadamente nesse Deus que “não dorme nem se demite”. Por isso, ousamos caminhar à luz da fé para que Ele opere e exerça em nós o Seu poder. Reconhecemos que é naquilo que é pequeno, débil e aparentemente insignificante que Ele Se revela e, com o coração exultante no Seu amor, e preenchido de gratidão pelas Suas dádivas, mostremos-Lhe, em oração, o quanto Lhe estamos gratos.
Permitindo que a linguagem acessível, viva, interpeladora, concreta e pedagógica de Jesus preencha o nosso coração, escutemos atentamente o texto de 2 Cor 5, 6-10, na voz de um de nós
Irmãos: Nós estamos sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como exilados, longe do Senhor, pois caminhamos à luz da fé e não da visão clara. E com esta confiança, preferíamos exilar-nos do corpo, para irmos habitar junto do Senhor. Por isso nos empenhamos em ser-Lhe agradáveis, quer continuemos a habitar no corpo, quer tenhamos de sair dele. Todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que receba cada qual o que tiver merecido, enquanto esteve no corpo, quer o bem, quer o mal.
Inquietos para “estar com o Senhor/habitar com Ele”, tentemos perceber a mensagem do texto.
A vida é uma peregrinação e São Paulo diz-nos que caminhamos “à luz da fé”. Caminhar “à luz da fé” é “à luz da fé”, sabemos que “todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo” mas só “caminhando à luz da fé” podemos ter esta realidade em mente. A certeza do julgamento acarreta algumas implicações para a nossa vida terrena e futura.
Primeira: Não nos entreguemos a ilusões
Muitas pessoas e também muitos que têm o nome de cristãos encaram a vida como se não houvesse um julgamento. A única coisa certa é a vida atual, a vida que vivemos aqui na terra, e o resto fica na incerteza. Desta forma, o ser humano “caminha” com um horizonte não mais distante do que o cume das colinas e nenhum pensamento maior na alma do que o que comemos? O que bebemos? O que desfrutaremos? O homem atual vive e caminha sob a influência dos sentidos e persuasão das coisas temporais, pela influência da sociedade, pela aprovação e estima dos homens, por considerações afogadas e limitadas à terra.
A ideia de que possa haver um julgamento onde teríamos de responder por nós e pela nossa vida toda é um pensamento absurdo, não se enquadra esse pensamento na conceção dum ser humano que pretende ser autónomo, senhor de si próprio, não tendo de responder por si mesmo a ninguém. É uma ilusão que vive a maioria dos homens: vivem como se não houvesse realidade mais importante do que a sua pessoa. Não existe outra lei senão o que eles querem, o que desejam e assim guiam-se unicamente pela sua própria vontade.
Segunda: Somos administradores e não donos
Se é verdade que todos devemos comparecer perante o tribunal de Cristo então é verdade que não somos senhores de nós próprios, que não podemos dispor da nossa vida de qualquer maneira, mas temos um Senhor ao qual temos de prestar contas. O ser humano é como um “mordomo” ao qual foi confiado, por um tempo, os bens do seu Senhor e por isso deve-se considerar como “servo”, inteiramente, propriedade do Senhor que tem pleno poder para avaliar a sua conduta, recompensar a fidelidade e punir a negligência e a desobediência. Paulo gostava de pensar em si mesmo como o “escravo de Jesus”. Este Senhor será o nosso juiz. Não o que nós julgamos nem tão pouco a opinião dos outros a nosso respeito são importantes. Importante e decisiva é unicamente a palavra que, naquele dia, ante o tribunal de Cristo, será pronunciada sobre nós. Não haverá nenhuma máscara por detrás da qual ainda nos possamos esconder, nenhuma mentira, nenhuma pretensão de sermos autónomos, nenhuma ilusão de sermos senhores de nós próprios, nenhuma aparência persistirá aos olhos daquele que é o Rei da Verdade. Nesse dia fica claro o domínio e a soberania de Cristo e o nosso lugar de “servos”.
Terceira: Relevância da vida presente
É nesta vida atual que se decide qual a palavra que naquele dia ante o tribunal de Cristo será pronunciada sobre nós. É nesta vida atual que se decide o nosso destino eterno. “Caminhado à luz da fé” percebemos que a vida atual é de extrema importância e não podemos fazer com ela o que queremos, deixando-nos guiar pelos nossos desejos e vontades, mas devemos ter o nosso olhar dirigido para o futuro, pautando a vida com vista ao julgamento, como fizeram as grandes personagens do Novo Testamento e da história da Igreja.
A nossa passagem na terra, marcada pela finitude e pela transitoriedade, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus e da Vida definitiva… A lógica de Deus convida-nos a repensar a nossa forma de ver, de julgar, de atuar; convida-nos a mudar os nossos critérios de avaliação e a nossa atitude face ao mundo e face aos que nos rodeiam. “Caminhando à luz da fé” e esforçando-nos para sermos “agentes de Deus”, reflitamos
- Deixo-me levar por tentações de grandeza, de orgulho, de prepotência, de vaidade? Quais?
- Tento resistir ao facilitismo do dia a dia e do seguimento da minha própria vontade sem pensar em Cristo e no Seu julgamento?
- Consigo pensar em mim como o “escravo de Jesus”, como Paulo?
- Pauto a minha vida com vista ao julgamento, como fizeram as grandes personagens do Novo Testamento e da história da Igreja?
Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que a nossa vida comporta, é em Deus Pai fiel que devemos colocar a nossa confiança pois jamais deixa de acompanhar os Seus filhos na sua peregrinação pela terra ou desiste de nos oferecer um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz. Ao nosso Deus que atua no silêncio da noite, no tumulto do dia ou na turbulência das nossas vidas, dirijamos-Lhe os nossos pedidos.
Confiantes na eficácia da Palavra de Deus e na Sua ação “no Seu próprio tempo e ritmo”, rezemos com fé
Com um compromisso pleno com a construção de um mundo mais justo, mais fraterno, mais verdadeiro e mais humano, em comunhão com Deus, benzemo-nos
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ámen.