Semana de 18 a 24 de outubro de 2026
XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

No meio das preocupações, das dúvidas e das dificuldades do quotidiano, é importante fazer uma pausa para escutar a Sua Palavra e continuar a confiar em Deus, mesmo quando não compreendemos tudo.
Decididos a dispor de tempo para nos reunirmos em família, na presença de Deus, preparemo-nos espiritualmente e emocionalmente para este duplo encontro.
Abrimos a Bíblia em 1 tessalonicenses e acendemos uma vela, para começar.
Com um coração firme, confiante e disponível para escutar Deus, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Louvemos a Deus, a nossa essência; entreguemos-Lhe o nosso “nada” e deixemos que, com fé firme, habite em nós.
Vim até aqui, derramar o meu passado em Ti
Vim banhar os pés que andaram por aí
Sem carinho receber
Hoje estou aqui, não porque mereço, eu sei
Pois Tu sabes por onde eu andei
Conheces bem o meu perfume
Mas Tu sabes também
Que o meu choro é sincero, porém
Não tenho nada a oferecer, meu Senhor
Mas Te dou a minha vida
É tudo o que tenho, recebe o meu nada
Refaz a morada, habita em mim
Me pega em Teu colo
Me acalma em Teu peito
Sou Teu, sou eleito
E a minha essência é exalar Teu cheiro
Vim até aqui, derramar o meu passado em Ti
Vim banhar os pés que andaram por aí
Sem carinho receber
Hoje estou aqui, não porque mereço, eu sei
Pois Tu sabes por onde eu andei
Conheces bem o meu perfume
Mas Tu sabes também
Que o meu choro é sincero, porém
Não tenho nada a oferecer, meu Senhor
Mas Te dou a minha vida
É tudo o que tenho, recebe o meu nada
Refaz a morada, habita em mim
Me pega em Teu colo
Me acalma em Teu peito
Sou Teu, sou eleito
E a minha essência é exalar Teu cheiro
É tudo o que tenho, recebe o meu nada
Refaz a morada, habita em mim
Me pega em Teu colo
Me acalma em Teu peito
Sou Teu, sou eleito
E a minha essência é exalar Teu cheiro
Convidados a reconhecer os sinais da presença de Deus na nossa vida, façamos um momento de introspeção… Depois, cada um é convidado a formular, no seu coração ou em voz alta, a sua própria oração de agradecimento: Senhor, obrigado por…
Quem vai ler hoje? Escutemos atentamente 1Ts 1, 1-5b!
Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses,
que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo:
A graça e a paz estejam convosco.
Damos continuamente graças a Deus por todos vós,
ao fazermos menção de vós nas nossas orações.
Recordamos a atividade da vossa fé, o esforço da vossa caridade
e a firmeza da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo,
na presença de Deus, nosso Pai.
Nós sabemos, irmãos amados por Deus, como fostes escolhidos.
O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras,
mas também com obras poderosas, com a ação do Espírito Santo.
Percebamos melhor esta mensagem que tem a força capaz de transformar a nossa vida, quando as acolhemos com fé.
Ao escrever à comunidade de Tessalónica, São Paulo recorda três grandes pilares da vida cristã: a atividade da fé, o esforço da caridade e a firmeza da esperança. Nesta reflexão, vamos deter-nos nesta última expressão: “recordamos a firmeza da vossa esperança”.
No nosso tempo, a esperança tornou-se uma realidade frágil para muitas pessoas. Há cansaço interior, medo do futuro, preocupações económicas, problemas familiares e laborais, doenças. Solidão e tantas situações que pesam sobre o coração humano. Muitas pessoas continuam a viver exteriormente, a cumprir as suas tarefas e responsabilidades mas interiormente carregam perguntas silenciosas: “Até quando?”, “Onde está Deus nesta situação?”
Também costumamos confundir esperança com desejo. Assim, esperamos, isto é, desejamos que um problema desapareça, esperamos que uma situação melhore, esperamos que tudo corra bem, esperamos alcançar determinados objetivos. Na linguagem cristã, a esperança é muito mais profunda. A esperança cristã não é um otimismo superficial nem uma simples expetativa de que tudo aconteça como desejamos. Ela nasce da confiança em Deus e não se apoia nas circunstâncias mas na fidelidade ao Senhor.
Paulo escolhe a palavra firmeza para caraterizar a forma como a comunidade de Tessalónica lidava com as provações, perseguições e incertezas. Firmeza tem a ver com perseverança, resistência e constância. A esperança deles não era algo que existia apenas nos dias bons mas revelava-se sobretudo quando chegavam os dias difíceis. A esperança deles não estava apoiada apenas naquilo que eles desejavam que acontecesse, mas estava apoiada naquilo que Deus prometeu.
Abraão continuou a esperar quando humanamente já não havia razões para esperar, o povo de Israel esperou durante anos a libertação, os discípulos, depois da cruz, experimentaram a dor e a desorientação, mas a ressurreição mostrou-lhes que Deus age precisamente quando tudo parece perdido.
A esperança cristã não ignora a dor nem fecha os olhos às lágrimas, não diz que o sofrimento não existe mas que ele não tem a última palavra. É precisamente nas noites da vida que a esperança mostra a sua força. A esperança torna-se firme quando alguém atravessa uma doença e continua a dizer: “Senhor, eu confio em ti”, a esperança torna-se firme quando uma família enfrenta dificuldades e continua unida, quando uma pessoa experimenta perdas, desilusões e quedas e ainda encontra forças para recomeçar, quando, no silêncio da dor, alguém continua a acreditar que Deus não o abandonou.
A firmeza não é ausência de fraqueza, não é não ter medo, não é não ter dúvidas ou sentir cansaço, mas é continuar a caminhar mesmo carregando as lutas, porque a esperança cristã não é uma ideia, a esperança cristã tem um rosto que é Jesus. É n’Ele que confiamos, é n’Ele que esperamos, é n’Ele que encontramos a certeza de que a vida, a luz e o amor são mais fortes do que qualquer escuridão. A firmeza da esperança não nasce da nossa força pessoal mas nasce da presença que Deus que caminha connosco e nos dá sustento e direção, mesmo no meio das tempestades da vida.
Por vezes, confundimos uma fé firme com uma fé sem dúvidas. Mas a verdadeira firmeza não está em nunca vacilar…
Ser firme na fé é continuar a caminhar com Deus, mesmo quando não vemos o caminho inteiro: é escolher o amor quando seria mais fácil fechar o coração, a esperança quando tudo parece perdido e a fidelidade quando desistir parece mais cómodo. Reflitamos:
- Em que se apoia a minha fé? Na confiança em Deus ou na expectativa de que tudo aconteça como desejo?
- Quando surgem dificuldades na minha vida (sofrimento, incerteza, dificuldades económicas, conflitos familiares, o silêncio de Deus), aproximo-me de Deus ou afasto-me d’Ele?
- A minha fé é apenas uma convicção interior ou manifesta-se nas minhas escolhas, nas minhas palavras e na forma como trato os outros?
- O que preciso de mudar para que a minha fé seja mais firme, o meu amor mais concreto e a minha esperança mais perseverante?
Depois de refletirmos sobre a nossa fé, somos convidados a apresentar a Deus as nossas preocupações, as nossas fragilidades e os nossos desejos.
Cada membro da família pode formular a sua própria prece, começando, por exemplo, com as palavras: «Senhor, ajuda-me a confiar em Ti, mesmo quando…»
Com uma fé que nos leva a confiar, um amor a Deus que nos leva a agir e uma esperança que nos ajuda a perseverar, rezemos.
De mãos dadas, digamos todos juntos:
Senhor Jesus,
Tu conheces a nossa fé e também as nossas fragilidades.
Sabes quantas vezes começamos o caminho com entusiasmo
e quantas vezes o medo, o cansaço e as preocupações nos fazem vacilar.
Não permitas que as dificuldades nos afastem de Ti.
Ensina-nos a confiar quando não temos respostas,
a esperar quando tudo parece demorar
e a permanecer fiéis quando o caminho se torna exigente.
Que a nossa fé não seja apenas feita de palavras,
mas se manifeste no amor que oferecemos,
na paciência com que acolhemos,
no perdão que damos
e na esperança que transmitimos a quem está desanimado.
Fortalece a nossa família.
Que saibamos apoiar-nos mutuamente nos momentos de fraqueza,
sem julgamentos,
sem acusações
e sem perder a confiança no Teu amor.
Espírito Santo, renova em nós a força da fé.
Que não procuremos uma vida sem dificuldades,
mas um coração capaz de atravessar cada dificuldade contigo.
E quando sentirmos que já não conseguimos caminhar,
lembra-nos de que não estamos sozinhos:
Tu permaneces connosco e a Tua graça sustenta-nos.
Senhor,
que a nossa fé seja firme,
o nosso amor seja verdadeiro
e a nossa esperança nunca se apague.
Amen.
Com um coração disponível, que aceite ser transformado pelo Espírito Santo, benzemo-nos.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.