Semana de 21 a 27 de junho de 2026 XII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A
Preparemos o nosso espaço de oração com carinho e verdadeira vontade de estar com Deus. Ele não precisa de grandes ornamentações… apenas do nosso coração aberto para acolher a Sua palavra. Coloquemos a Biblia aberta em Mateus e, quando estivermos preparados, acendemos a vela e repetimos juntos. “Senhor, estamos aqui para Te escutar. Fala ao nosso coração, e ensina-nos a confiar sempre em Ti.”
Deixando que a Palavra nos fortaleça e impulsione a ser testemunhas vivas de pertença a Jesus, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Louvemos a Deus, sustento que nos edifica, sem medo, pois d’Ele vem a nossa força
Não vai ruir, esta casa que em ti ergo Podem entrar: chuvas, dores, mágoas, ventos. Ès minha rocha, que me abraça em ternura. Se os rios movem, os lagos sobem, os mares podem transbordar Não tenho medo, és meu sustento, em ti me vou edificar.
Minha força és Tu (4 x)
Em silêncio, cada um de nós é convidado a fazer a sua oração de agradecimento ao Senhor: pelo amor com que cuida de nós; pelas vezes em que sentimos a Sua proteção e presença, e por tudo o mais que o nosso coração reconhece como Sua dádiva.
Disponhamos o nosso coração para acolher a palavra de Deus e escutemos atentamente na voz de um de nós, o texto de Mt 10, 26-33.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se. O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não temais: valeis muito mais do que os passarinhos. A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. Mas àquele que me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus”.
Jesus convida-nos a não ter medo! Entendamos melhor a mensagem de confiança e esperança.
Vivemos dias em que a fé é incentivada a ser privada, silenciosa e discreta mas Jesus nunca chamou ninguém para um discipulado secreto, Ele chama-nos para uma fé viva, visível e corajosa. No texto desta oração, Jesus convida os seus discípulos a declararem-se por Ele ao afirmar: “A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus”.
Declarar-se por Jesus é assumir identidade Declarar-se por Jesus envolve mais do que uma confissão verbal, significa reconhecer publicamente a quem pertencemos. Quando alguém se declara por outra pessoa, está a dizer que “pertence”, que “escolheu”, que “não tem vergonha”. O cristão não é alguém neutro, ele tem uma identidade, ele pertence a Cristo. Declarar-se por Jesus é afirmar que Ele é o Senhor da minha vida, que Ele governa as minhas decisões, que Ele monda os meus pensamentos e valores, que a minha vida não é autónoma, que as minhas escolhas não são independentes mas têm por base Jesus e isto é muito mais do que frequentar a Igreja.
Declarar-se por Jesus é viver coerentemente Vivemos num tempo em que a fé é pressionada a permanecer no campo privado, como se fosse algo que não devesse interferir nas nossas escolhas diárias, no entanto, Jesus chama-nos para um discipulado visível. Declarar-se por Ele é viver de forma coerente, permitindo que as nossas escolhas, atitudes e prioridades confirmem aquilo que os nossos lábios professam. Declarar-se por Jesus é escolher a verdade quando a mentira parece ser mais vantajosa, é praticar o perdão e a misericórdia quando o orgulho grita por vingança, é manter a integridade, honestidade, seriedade e justiça quando ninguém está a ver. Desta forma, a nossa vida torna-se a maior declaração de pertença e identidade com Jesus.
Declarar-se por Jesus exige coragem Declarar-se por Jesus envolve enfrentar o medo porque, ao declarar-se por Jesus, o cristão pode ser rejeitado e criticado, pode perder amizades, aprovação e oportunidades. Jesus conhecia esta realidade quando pronunciou estas palavras e por isso o texto do Evangelho alerta para a possibilidade de negação e esta surge pela incoerência, motivada pelo medo. A negação começa quando ajustamos os nossos valores para evitar desconforto, quando relativizamos princípios para sermos aceites, quando escolhemos a conveniência em vez da fidelidade. O medo pode levar a viver uma incoerência entre o que professamos e o que vivemos e assim deixamos de nos declarar por Jesus.
Para nos incentivar a viver com coragem a nossa identidade de cristãos, Jesus faz uma promessa extraordinária: Ele declarar-se-á diante do Pai por aqueles que se declararem por Ele. Imaginemos o próprio Cristo a dizer ao Pai: “Este é meu, esta é minha, permaneceu fiel.” Esta reciprocidade aponta para o juízo e para o reconhecimento eterno e não há maior honra do que ser identificado por Cristo como alguém que Lhe pertence. Em última análise, a pergunta central não é como somos vistos pelas pessoas, mas como somos reconhecidos por Deus. O mundo pode aplaudir ou rejeitar, mas o que definirá a nossa esperança final é a posição que ocupamos diante de Cristo. Que possamos viver de tal maneira que, naquele dia, Cristo tenha a alegria em nos reconhecer diante do Pai.
Muitas vezes não negamos Jesus com palavras, mas escondemo-Lo através das nossas atitudes. Receamos ser criticados, rejeitados, parecer diferentes ou assumir publicamente os valores do Evangelho. Jesus incentiva-nos a viver com coragem a nossa identidade de cristãos e a pergunta que deve ecoar hoje no nosso coração é simples e exigente: Declaro-me por Jesus? Reflitamos:
Tenho vergonha de mostrar que somos cristãos, em determinados ambientes?
Que medos nos impedem de viver plenamente a nossa fé?
As nossas escolhas revelam que pertenço a Jesus?
Em que situações somos chamados a dar testemunho do evangelho?
Agora é o momento de dirigirmos as nossas preces ao Senhor. Confiando no amor e no cuidado de Deus, expressemos livremente aquilo que trazemos no coração: os momentos de dificuldade, os medos, a falta de coragem, de força… e rezemos fervorosamente ao Pai, não esquecendo os outros.
Firmes testemunhas de Jesus Cristo, com alegria e felicidade, rezamos
Em pé, com as duas mãos no peito, digamos:
Senhor Jesus, Tu conheces os medos que habitam o nosso coração. Muitas vezes queremos seguir-Te, mas receamos as consequências do compromisso conTigo. Dá-nos a coragem dos teus discípulos, a firmeza dos santos e a confiança dos que sabem que são amados pelo Pai. Que as nossas palavras, gestos e escolhas proclamem a todos que pertencemos a Ti. Quando surgir o medo, recorda-nos que valemos muito aos Teus olhos e que nunca caminhamos sozinhos. Ajuda-nos a declarar-nos a Ti, todos os dias da nossa vida. Amen
Que a benção, a luz e a força do amor do Pai, nos dê coragem para sermos testemunhas da nossa fé.