Semana de 21 a 27 de fevereiro de 2021
I Domingo da Quaresma – Ano B

Este é o momento da semana que esperávamos.
Estamos calmos, reunidos e dispostos a partilhar este momento em família.
Preparamos um lugar onde podemos relaxar e ficar confortáveis.
Coloquemos a nossa etiqueta de porta, a Bíblia, que deve estar aberta em Mc 1, 12-15, uma cruz e uma vela (roxa, se tivermos).
Estamos preparados? Então acendemos a vela e comecemos…
Com fidelidade e sentindo-nos filhos de Deus, iniciamos a nossa oração benzendo-nos
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Porque buscamos a Deus que nos abençoa, abraça e ama mesmo quando continuamos a trilhar caminhos de pecado e de infidelidade, escutemos com o coração
Tu meu Deus a quem busco
Sede de ti tenho na alma
Qual terra seca, qual terra seca sem água (2x)
Porque o Teu amor
É melhor que a vida
Meus lábios querem cantar para Ti
E assim quero com a vida bem dizer-Te
E levantar as mãos abertas para Ti
Tu meu Deus a quem busco
Sede de ti tenho na alma
Qual terra seca, qual terra seca sem água
Quantas vezes de noite
Quando o sono se vai penso em Ti
E tranquilo me encontro à Tua sombra
Como uma criança minha alma se aperta contra Ti
E segura a Tua mão me sustém
Tu meu Deus a quem busco
Sede de ti tenho na alma
Qual terra seca, qual terra seca sem água.
Uma só coisa Te peço, Senhor,
Uma coisa estou buscando:
Viver em Tua casa para sempre e conhecer-Te
Tu sabes quem eu sou
Tu sabes o que eu tenho, o que eu anseio,
O que eu não sou, ou o que eu não tenho
Tu meu Deus a quem busco
Sede de ti tenho na alma
Qual terra seca, qual terra seca sem água
Abraçados pelo Deus que nos ama apesar das nossas fragilidades, vamos agradecer, de mãos dadas e em voz alta, as manifestações concretas da confiança que Ele deposita em nós e que conseguimos identificar nas nossas vidas.
Um de nós, pega na Bíblia e lê o texto: Mc 1, 12-15
Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás. Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O. Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Vamos meditar um pouco sobre este texto…
E se a oração do Pai Nosso fosse: mas livrai-nos da tentação e do mal? Seria melhor viver sem essa inclinação natural para as coisas que acabam por magoar o nosso coração e nos afastam do caminho do Senhor. A tentação existe e por isso a oração diz: “não nos deixeis cair em tentação”.
A tentação é algo permitido por Deus e faz-nos caminhar.
O texto diz-nos que Jesus, depois do seu batismo, recebeu a força do Espírito e iniciou a sua luta contra o mal, contra satanás. O lugar da luta foi o deserto e durou quarenta dias. O deserto era considerado o lugar das forças inimigas de Deus e do Homem. O número quarenta representa, neste contexto, toda uma vida. Jesus teve de enfrentar, em todos os momentos da sua vida, propostas que procuravam que Ele se desviasse do caminho do Pai.
E a todas elas soube dizer que não. Da mesma forma, nós somos submetidos a tentações de todo o tipo: oportunidades para deixarmos Deus de lado e concentrarmos a nossa vida noutra direção, deixando-nos guiar por propostas tentadoras e desejáveis que nos parecem à partida boas e legítimas.
Imaginemos um pai e uma mãe a educar um filho. A criança gatinha, começa a colocar-se de pé e agora falta apenas andar. Um fica dum lado e o outro do outro a chamar: “vem à mamã, vem ao papá!”. Aos poucos vamos aprendendo os primeiros passos mas existe o risco da criança cair e se magoar. É bom assumir esse risco para não carregar eternamente um filho nos braços. Deus permite que sejamos tentados para que aprendamos a andar, a caminhar para Ele.
Com Jesus aprendemos a fidelidade no meio da tentação.
O que torna possível a tentação é a liberdade que Deus nos dá. Pedir a Deus que nos livrasse da tentação, seria o mesmo que pedir a Deus que nos privasse da liberdade. Aqui entra a fidelidade. Ao longo da Sua vida, Jesus recebeu propostas que Lhe eram feitas pelo povo, pelos inimigos e até pelos próprios discípulos. Jesus teve de escolher entre viver na fidelidade aos projetos do Pai e fazer da sua vida um dom de amor ou frustrar os planos de Deus e enveredar por um caminho de egoísmo, de poder, de autossuficiência. Jesus escolheu viver na obediência e fidelidade às propostas do Pai, dando a sua própria vida.
Deus dá-nos a liberdade e diz-nos: “vem ao Pai”. Podemos ser fiéis e ir, podemos responder que não vamos ou podemos simplesmente cair. Em qualquer circunstância, a tentação é um teste à nossa fidelidade, à nossa opção de vida e aos valores que vivemos. É muito útil fazer o propósito: por hoje não vou cair na tentação. Muitos têm sido libertados dos seus vícios com este propósito. Só por hoje não vou…até ao final da minha vida.
Não esquecendo que estamos na Quaresma, partilhamos em família o que este texto bíblico nos diz
- Que tentações identifico na minha vida?
- Sinto que, como Jesus, algumas vezes fui capaz de vencer a tentação? Como me senti?
- Como lido com a tentação do egoísmo? Como faço quando tenho preguiça? Como me domino para não me julgar melhor que os outros?
- Que atitude minha vou mudar esta Quaresma? Como está a correr?
Partindo da reflexão que agora fizemos, vamos aceitar o pedido de São Paulo “Nós vo-lo pedimos por amor de Cristo: reconciliai-vos com Deus”. (2 Cor 5, 20b). Invoquemos a misericórdia do Senhor para as nossas faltas, especialmente para aquelas vezes em que cedemos à tentação, afastando-nos do caminho de Deus.
Rezemos todos juntos:
Perdoa-nos, Senhor
pelas vezes em que não fomos fortes
e caímos na tentação.
Perdoa-nos, Senhor
Concede-nos a graça do perdão
e dá-nos um coração forte
que seja capaz de resistir à tentação
e ser fiel ao Teu caminho.
Amén
Ao rezarmos a oração do Pai Nosso, valorizemos de forma especial o pedido: “não nos deixeis cair em tentação”.
Senhor, nosso Deus, protetor dos que esperam e confiam em Vós, abençoa a nossa família aqui reunida, defende-a, protege-a com a Vossa graça, para que livre do pecado e protegida com a Vossa bênção, possa perseverar e ser fiel ao Vosso amor.
E benzemo-nos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Esta semana podíamos aprofundar o tema da Quarema. A título de exemplo, poderíamos ler a Mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma.