Semana de 3 a 9 de novembro de 2024
XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B

O local onde faremos a oração deve ser escolhido e preparado previamente. O importante é ser um local calmo, confortável e sem distrações.
Vamos precisar da Bíblia (que pode estar já preparada em Deuteronómio 6) e duma vela que se acenderá para dar início à oração.
Com o coração contagiado pela escuta da mensagem de Deus e aberto ao amor, benzemo-nos
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Louvemos Jesus, a quem pertencemos com todo o ser, pois é a razão do nosso viver e do nosso cantar
Acolhendo, com o coração que escuta e com a confiança de filhos, os bons conselhos do Pai e respondendo ao Seu amor com obediência incondicional, confiança inamovível e entrega confiada, a nossa vida fica preenchida de significado e gratidão. Amando a Deus com todo o coração, dirijamos-Lhe a nossa oração de agradecimento.
Numa atitude de busca, de admiração e capacidade de assombro, escutemos na voz de um de nós, o texto de Dt 6, 2-6
Moisés dirigiu-se ao povo, dizendo: «Temerás o Senhor, teu Deus, todos os dias da tua vida, cumprindo todas as suas leis e preceitos que hoje te ordeno, para que tenhas longa vida, tu, os teus filhos e os teus netos. Escuta, Israel, e cuida de pôr em prática o que te vai tornar feliz e multiplicar sem medida na terra onde corre leite e mel, segundo a promessa que te fez o Senhor, Deus de teus pais. Escuta, Israel: o Senhor nosso Deus é o único Deus. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração».
Deixemo-nos preencher pela inesgotável e desconcertante mensagem de Jesus
O texto desta oração pertence ao segundo discurso de Moisés (Dt 4, 44-11, 32) e contém a mais famosa passagem do Deuteronómio, conhecida como “Shemá”, que todos os israelitas piedosos repetem, ainda hoje, como oração duas vezes ao dia. “Shemá”, em hebraico, é um imperativo e significa “escuta”. No universo religioso judaico, o verbo “escutar”, além de “ouvir”, significa “acolher” a mensagem com o coração e “transformar” em prática o ensinamento que foi transmitido. Isto vale também para nós cristãos, pois a nossa fé em Jesus Cristo não é um conjunto de ideias mas sim a vivência concreta dos seus ensinamentos.
O conjunto da ação profética em Israel desenvolve-se ao redor duma palavra escutada que se tornava palavra pronunciada. Em geral, tratava-se dum apelo à conversão, feito muitas vezes com ameaças porque Israel se tinha desviado da Lei, deixando-se seduzir pelos ídolos e ignorado os apelos éticos da Torá.
Ao escutar, Israel aprende que o “objeto” da escuta tem dois aspetos muito importantes:
Primeiro: “O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”
Ao escutar, Israel faz uma profissão de fé na unicidade de Deus. O crente israelita deve escutar e interiorizar esta realidade e atuar em consequência. Assim, do seu horizonte, fica afastada qualquer possibilidade de adesão a outros deuses ou a outras propostas de salvação que não venham de Iavé. A tentação mais perigosa para o Homem não é a do ateísmo mas a de se prostrar diante de muitos deuses, a de construir “vitelos de ouro”, a de consagrar o seu coração aos ídolos, como o dinheiro, o poder, o êxito, os títulos, as honras, que iludem, prometem bem-estar, serenidade e paz, mas depois atraiçoam, escravizam, humilham e destroem quem neles confia.
Dizer que Deus é único é dizer que Ele o único e verdadeiro caminho para a vida em plenitude. No entanto, a nossa autossuficiência leva-nos a prescindir de Deus e das suas indicações, leva-nos a trilhar caminhos de egoísmo, de injustiça, de exploração, sofrimento e morte. Perante este perigo é importante relembrar a cada momento esta verdade: “Deus é o único Senhor”.
Segundo: “Amarás o Senhor, teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”
Amar a Deus em divisão. Há um só modo de viver: reconhecer Deus e aderir a Ele, rompendo com todos os falsos deuses ou ídolos que geram e provocam a morte. Esse modo de adesão é traduzido no texto pelo verbo “amar”. Essa exigência de amar a Deus vem da escuta de O reconhecer como único. Amar com um amor sem divisão, um amor que implique a totalidade do Homem. O amor a Deus não se reduz a simples manifestações externas ou repetição de fórmulas de oração ou celebrações litúrgicas solenes. Este amor, interiorizado no coração e alma do Homem, deve depois traduzir-se na observância fiel dos mandamentos e preceitos da Aliança. Este amor deve manifestar-se em gestos concretos que mostrem a nossa obediência incondicional aos planos do Senhor, a nossa entrega total nas suas mãos e a nossa aceitação dos seus mandamentos e preceitos.
“Amar a Deus” é, na perspetiva de Jesus, procurar a proximidade do Pai, viver em diálogo com Ele, estar atento aos projetos do Pai e procurar concretizar, na vida do dia a dia, os Seus planos, com obediência e disponibilidade. Revitalizemos o nosso compromisso com Cristo e reflitamos.
- Como escuto Deus? Como acolho os ensinamentos de Jesus? Como absorvo a inspiração do Espírito Santo?
- Quando é que preciso de Deus?
- Digo ou poderei dizer que amo Deus, verdadeiramente?
- Vivo na busca incansável desta relação de proximidade e unidade com Deus?
- Quais são as minhas maiores dificuldades para me entregar a Ele por completo e com toda a confiança?
Nesta semana de oração pelos seminários, oremos, todos juntos:
QUE POSSO EU ESPERAR?
Deus Pai,
amigo dos que procuram,
ensina-nos a levantar os olhos e a ver
que rompe já a aurora de um novo tempo
de esperança.
Senhor Jesus,
companheiro dos que se interrogam,
faz-nos acolher a visitação da Tua voz
que ecoa nas perguntas que guardamos
e nos convoca para o serviço
da Tua Igreja.
Espírito Santo,
fogo dos que se incendeiam com sede
da vida com que nos insuflas e confirmas,
inspira-nos a responder generosamente
aos apelos que nos despertam
para a missão.
Que, com Maria, a discípula fiel,
saibamos sempre o que podemos esperar,
preferindo responder à voz que chama
com disponibilidade, generosidade e confiança.
Amen.
Cristo intercede por nós e, por isso, podemos encarar a vida de forma serena, com a consciência de que as nossas debilidades e fragilidades nunca nos afastarão da comunhão com Deus. Façamos caminho sentindo que a ternura do nosso Pai do céu nos liberta, nos consola, nos dá confiança e nos abre, a cada passo, horizontes de esperança. Confiadamente, façamos os nossos pedidos ao Pai.
Amando a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todo o nosso entendimento e com todas as nossas forças, rezemos
Senhor, ilumina-nos na procura da verdade que nos pode salvar, para que, em Cristo e no Teu Evangelho, possamos descobrir a resposta às nossas inquietações; Que a celebração da Eucaristia e a partilha da Palavra nos tornem mais fecundos no amor, que é sempre a Deus e ao próximo, em íntima relação.
Habilitados por um amor segundo a vontade de Deus, que nos liga a Deus e ao próximo, benzemo-nos
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.