Semana de 17 a 23 de janeiro de 2021
II Domingo do Tempo Comum – Ano B

Deve-se escolher um bom local para a oração.
Um sítio onde encontremos paz e aproveitemos o momento.
Seria bom termos uma vela, uma Bíblia e um par de sandálias (chinelos, ténis ou sapatos).
Assim que acharmos o momento oportuno, acende-se a vela.
Para começar a nossa oração, benzemo-nos e interiorizamos a letra deste cântico
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Sentimos a necessidade de parar, de nos encontrarmos com Jesus e, assim, O ouvirmos e nos transformarmos… tentemos aproveitar e ouvi-l’O com a ajuda desta música
“Bendiz, ó minha alma o Senhor e todo o meu ser bendiga o seu nome santo. Bendiz, ó minha alma o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios.” (Salmo 102 (103), 1-2)
Fazendo eco das palavras do salmista de não esquecermos as bênçãos do Senhor, cada um de nós é convidado a agradecer a Deus, em voz alta, revelando a nossa gratidão por “todos os benefícios”, pequenos ou grandes, que acontecem na nossa vida.
Uma pessoa lê a passagem bíblica para todos, preferencialmente da Bíblia: Jo 1, 35-39
Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?» Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde.
Tentemos perceber melhor o que o texto nos pode dizer
João aponta Jesus a dois dos seus discípulos e fá-lo com convicção. Os discípulos ouvem João e seguem Jesus em silêncio até que se dá o encontro.
Jesus pergunta: “que buscais?” É a pergunta feita aos discípulos insatisfeitos que querem ir mais longe, que se querem aproximar de Jesus. O que procuro em Jesus? Procuro conhecê-lo, criar relação com Ele? Qual o grau de relacionamento que tenho com Jesus?
Onde moras? Os discípulos não perguntam o que deve ser feito, quais os ensinamentos, o que pensas de… mas Tu, onde moras? Os discípulos queriam simplesmente saber como poderiam estar com Jesus.
A resposta de Jesus: Vinde e vede, fazei a experiência. Os discípulos aceitaram o convite e permaneceram com Jesus. O discípulo nasce do encontro. O que outros viveram e partilharam ajuda mas nada substitui a experiência pessoal de estar na presença do Senhor. Para conhecer Jesus é preciso acampar com Ele, permanecer com Ele. A busca é um processo contínuo e não um momento único. Falar de encontro com Jesus é falar de relacionamento. Este vem pelo diálogo, caso contrário ele morre. Para um verdadeiro encontro com Jesus impõe-se uma vida de oração que supere recitação de fórmulas e cumprimento de regras. É preciso criar espaço de tempo para falar com Ele e ouvi-l’O. Busca-se qualidade.
Os dois discípulos deixaram-se envolver pessoalmente e saíram do encontro transformados, iluminados e entusiasmados.
O encontro vem da leitura orante da Palavra de Deus. O encontro vem da Eucaristia e das visitas ao Santíssimo Sacramento. O encontro vem da oração e deixar que o Espírito de Cristo entre em mim.
André falou de Jesus a Simão, seu irmão, e levou-o a Jesus. André anuncia e leva a Jesus. Quem faz a experiência torna-se um discípulo missionário e vai partilhar com os outros o que aconteceu.
Tendo consciência que somos todos diferentes, porém que todos caminhamos calçados (representado aqui pelas sandálias), dialoguemos em família com base nas seguintes pistas
- Quem me indicou o caminho para Jesus?
- Por que decidi aceitar a indicação ou apresentação que me foi feita?
- Se Ele me perguntar “o que queres”, qual a minha resposta? O que procuro?
- Que tempo dedico a esse encontro para que possa haver amizade e relacionamento?
Agora, de mãos dadas, pedimos a Deus o que mais desejamos para os outros, para a nossa família e para cada um de nós, sem esquecer todos aqueles que não sabem onde mora Jesus.
Rezamos o Pai Nosso ou, se preferirmos, integramos esta oração num cântico
Tenhamos consciência que a busca constante de onde mora Jesus é o segredo para a nossa transformação interior. Falemos com Jesus e estejamos disponíveis para O ouvir.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
Antes de terminar, fechemos os olhos e digamos a Jesus apenas uma frase que achemos importante. Depois, benzemo-nos, com a certeza que Ele está e estará no meio de nós.