Semana de 15 a 21 de março de 2026 IV DOMINGO DA QUARESMA – ANO A
Sabemos que Deus escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade. Reconhecendo isto, aproveitemos este momento para avaliarmos as nossas atitudes e os nossos pensamentos. Vamos aproveitar!!! Com a Bíblia aberta em João 9, acendemos a vela, quando todos estivermos prontos.
Querendo escutar Jesus que nos chama, que nos tira da escuridão e que abre os olhos do nosso coração, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Louvemos Deus, que nos chama “Das trevas para a luz”.
Assim como somos, sei que nos ama Pois tu és maior que nossa condição Vimos sua luz resplandecer a verdade Mas em ti não há mais condenação
Somos geração eleita, sacerdócio real Nação santa e Cristo a bandeira
Das trevas pra luz, chamaste-nos teu Anunciar aquele que veio e que há de vir Cristo, Jesus, a morte venceu E sobre a carne derramou o seu poder
Hosana! Aleluia! A Jesus, o Rei que vem Hosana! Aleluia! A Jesus, o Rei que vem
Assim como somos, sei que nos ama Pois tu és maior que nossa condição Vimos sua luz resplandecer a verdade Mas em ti não há mais condenação
Somos geração eleita, sacerdócio real Nação santa e Cristo a bandeira
Das trevas pra luz, chamaste-nos teu Anunciar aquele que veio e que há de vir Cristo, Jesus, a morte venceu E sobre a carne derramou o seu poder
Hosana! Aleluia! A Jesus, o Rei que vem Hosana! Aleluia! A Jesus, o Rei que vem
Ele vem pra buscar a sua igreja Ele vem no esplendor da sua glória Ele vem e toda a terra temerá a Deus Maranata! Ora, vem, Senhor Jesus!
Hosana! Aleluia! A Jesus, o Rei que vem Hosana! Aleluia! A Jesus, o Rei que vem
Ele vem pra buscar a sua igreja Ele vem no esplendor da sua glória Ele vem e toda a terra temerá a Deus Maranata! Ora, vem, Senhor Jesus!
Ele vem! Ele vem! Ele vem! Maranata! Ora, vem, Senhor Jesus!
Assim como somos, sei que nos amas Pois tu és maior que nossa condição
Neste momento, somos convidados a fazer uma breve oração de agradecimento a Deus… agradecer pela luz recebida, pelas pessoas que nos ajudam a ver melhor o caminho, pelos momentos em que Deus abriu os nossos olhos e pelo tanto reconhecemos ser dádiva da Sua graça. Por exemplo…
Tentemos uma experiência real de encontro com Deus: enquanto alguém de nós lê o texto impressionante de Jo 9, 15-17.24-25.30-34, os restantes fecham os olhos.
Os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo». Diziam alguns dos fariseus: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado». Outros observavam: «Como pode um pecador fazer tais milagres?» E havia desacordo entre eles. Perguntaram então novamente ao cego: «Tu que dizias d’Aquele que te deu a vista?» O homem respondeu: «É um profeta». (…) Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido curado e disseram-lhe: «Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador». Ele respondeu: «Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo». (…) O homem respondeu-lhes: «Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista. Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade. Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer». Replicaram-lhe então eles: «Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?» E expulsaram-no.
Exploremos esta mensagem que nos desafia a sairmos da nossa zona de conforto, na companhia de Deus.
Neste texto, Jesus encontra um cego de nascença e cura-o. A partir deste momento, o foco do texto deixa de ser o milagre e passa a ser a reação dos fariseus. Eles veem o homem curado, ouvem o seu testemunho e investigam os factos mas, mesmo diante das evidências claras, recusam-se a aceitar que Jesus vem de Deus. Quais as razões para a cegueira de coração dos fariseus?
Primeira: A cegueira é causada pelo orgulho espiritual Os fariseus consideravam-se os verdadeiros conhecedores da Lei, mestres de Israel e defensores da verdade. Quando eles chegam a uma conclusão formada ao dizerem “esse homem não vem de Deus”, revelam um coração fechado, convicto da sua própria justiça. Esta postura orgulhosa não permite que o milagre desfie as suas convicções e impede a revelação porque quem acha que já sabe tudo não se coloca em posição de aprender. Ao afirmarem-se discípulos de Moisés, os fariseus, partindo duma excessiva confiança em si mesmos, tratam com desprezo tanto Jesus como o homem curado e chegam a dizer que o homem nasceu todo em pecado, como se fossem moralmente superiores. O conhecimento da Lei, que deveria conduzi-los à humildade, torna-se instrumento de exaltação pessoal e, onde o orgulho ocupa o espaço todo, a luz de Cristo não entra.
Segunda: A cegueira é causada pela tradição acima da verdade O problema central, para os fariseus, não foi o homem ter sido curado mas o facto de a cura ter ocorrido ao sábado. Jesus podia fazer milagres todos os dias, a qualquer hora mas não ao sábado porque, para eles, a regra era mais importante que a misericórdia. Os fariseus estavam atados às suas tradições, costumes, normas e razões e não eram capazes ou não queriam ver mais além do que o seu próprio interesse. Jesus não podia vir de Deus porque não se enquadrava nos seus padrões religiosos. A graça de Deus quebra esquemas, ultrapassa fronteiras e confronta o orgulho. Aceitá-la significaria reconhecer que os seus esforços religiosos não eram suficientes e por isso resistem.
Não acontece o mesmo connosco, quando não nos interessa que uma coisa seja como ela, não procuramos mil razões para a ver de outra maneira? A verdade, em alguns aspetos, parece depender da cor do vidro com que a olhamos e por isso é preciso fazer sempre um grande exercício de sinceridade para purificar o nosso olhar. Até os interesses mais egoístas e recônditos podem servir de vidro ou prisma para desfigurar a realidade do outro. Mesmo diante dum testemunho simples e irrefutável “eu era cego e agora vejo”, os fariseus rejeitam a evidência porque têm o seu coração fechado à verdade e um coração endurecido procura sempre alternativas para não se render, mesmo que essas alternativas sejam ilógicas ou injustas.
Terceira: A cegueira é causada pelo medo de perder posição Aceitar Jesus significaria reconhecer que eles estavam errados e que Deus estava a agir fora do seu controle, por isso preferem expulsar o homem da comunidade a permitir que a graça de Deus transforme a sua própria vida e assim fecham a porta do coração para perseverar o poder. Muitos rejeitam Cristo não porque Ele não seja verdadeiro, mas porque segui-l’O exige renúncia e esvaziamento de si mesmo.
A tarefa de todo o cristão é deixar que Jesus cure a sua cegueira espiritual, a cegueira do coração e permitir que a luz do Senhor entre na nossa vida, colocando de lado o orgulho, as convicções erradas e o medo que nos afastam da graça de Deus.
A cegueira mais preocupante não é a dos olhos, mas a do coração; é quando alguém se fecha, quando não quer escutar, quando prefere manter as suas certezas em vez de acolher a verdade. No verdadeiro encontro com Deus, “Éramos cegos, e depois veremos”. Reflitamos:
Em que momentos o meu coração também se fecha e se torna “cego”?
O que é que me impede, hoje, de ver mais claramente, a presença de Deus?
Peço a Deus que cure e ilumine o meu coração?
Tenho coragem de testemunhar o que Deus faz na minha vida?
Agora, apresentemos a Deus as nossas preces; pelos que vivem na escuridão da tristeza ou do sofrimento, pelos que têm o coração fechado e não conseguem ver o bem, por nós próprios, para que Deus cure as nossas cegueiras e nos conceda o que mais precisamos neste momento.
Permitindo que a luz do Senhor entre na nossa vida, rezemos-Lhe com fé e de olhos fechados
Senhor, liberta-nos da cegueira do orgulho, da cegueira da indiferença e da cegueira que nos impede de reconhecer o bem. Dá-nos um coração simples como o daquele homem curado, capaz de reconhecer a Tua presença e de testemunhar “Eu era cego e agora vejo”. Que a Tua luz nos ajude a viver na verdade, a olhar os outros com misericórdia e a caminhar sempre na Tua luz.
Transformados por Deus com olhos atentos, um coração aberto e coragem para viver na Sua luz, benzemo-nos.