Semana de 14 a 20 de dezembro de 2025 III DOMINGO DO ADVENTO – ANO A
Com calma, serenidade e com muita vontade de encontrar Jesus, preparemos este momento de oração com a Bíblia aberta em Tiago 5 e uma vela acesa no meio de nós.
Confiantes no processo e no tempo de Deus, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Já sabemos que a oração exige algum esforço… E querer o que Deus quer?
Silenciemos por momentos, tudo aquilo que nos inquieta, nos impacienta e deixemos espaço para que a presença de Deus se revele e instale no nosso coração. Com humildade, paciência e verdade, reconheçamos as graças com que Deus abençoou as nossas vidas… E agradeçamos-Lhe!
Com autêntica vontade de fortalecer o nosso coração, escutemos na voz de um de nós, o texto de Tg 5, 7-10
Vivemos numa cultura imediatista, marcada pela velocidade. Queremos tudo para ontem e tudo cada vez mais rápido: internet e computadores mais rápidos, entregas no mesmo dia, respostas imediatas no telemóvel, comida pronta em minutos… uma pequena história para ilustrar.
Uma vez um homem entrou num prédio moderno e apertou o botão do elevador. Passaram dez segundos e nada aconteceu. Impaciente, ele apertou o botão duas vezes e depois de trinta segundos, começou a reclamar: “este elevador está avariado? Não fazem manutenção?” Mais um pouco e ele já estava pronto para ir embora, quando, de repente, o elevador apitou e chegou. O homem entra no elevador a bufar e lá dentro encontra uma placa a dizer: “Obrigado por esperar. Os elevadores modernos levam mais tempo para garantir a segurança e a precisão”.
Esta pequena história mostra-nos como a impaciência está em toda a parte e pode tornar-se uma armadilha para cada um de nós com algumas consequências.
Primeira: A impaciência faz-nos esquecer o tempo de Deus “Vede como o agricultor espera pacientemente o precioso fruto da terra.” O agricultor planta e espera pela colheita no tempo certo, sem desesperar. Ele não planta hoje para colher amanhã, ele não cava a semente para ver se está a crescer, ele confia no processo e no tempo de Deus. A impaciência faz o cristão querer colher antes da hora e questionar o processo de Deus. O agricultor planta com fé mas precisa de esperar com paciência, ele não pode acelerar as estações mas trabalha e confia. Da mesma forma, não controlamos os tempos de Deus mas podemos confiar que Ele está a agir mesmo quando não vemos.
Segunda: A impaciência pode enfraquecer o coração. “Fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.” Quando o tempo passa e nada muda, o coração começa a enfraquecer e podemos ser tentados a desistir e a duvidar. Esperar é uma das maiores provas de fé e o pior não é esperar mas é esperar sem forças no coração e assim o tempo de esperar não é o problema, o problema é como esperar. Sabendo disto, São Tiago exorta-nos a fortalecer o coração e fortalecer o coração é recusar o desânimo como estilo de vida, é manter-se firme mesmo quando as circunstâncias gritam o contrário, é confiar em Deus mesmo quando não se sente nada. O coração fortalece-se ao olhar para o céu e não a olhar para o problema. Por isso, São Tiago diz que “a vinda do Senhor está próxima”. São Tiago lembra-nos que devemos ter paciência porque o Senhor Jesus está a nascer, está a voltar, está próximo e vem até nós.
Terceira: A impaciência gera murmuração “Não vos queixeis uns dos outros, a fim de não serdes julgados.” A espera longa e as dificuldades podem tornar o nosso coração impaciente e esta tenta acelerar os planos de Deus e gera frustração. Quando não controlada, a impaciência transforma-se em murmuração contra os irmãos e contra Deus. No deserto, os israelitas murmuravam porque estavam com fome e com sede, esquecendo-se do milagre do maná (Ex 16, 2). Murmurar é reclamar de forma amarga e constante, muitas vezes sem procurar a solução, é falar contra Deus, contra as pessoas, contra a situação mesmo quando não temos autoridade ou razão para isso. A impaciência não controlada gera murmuração e ela pode tornar-nos críticos, amargos, injustos, pode criar divisão e desconfiança na comunidade.
Esperar com fé e paciência é vencer a armadilha da impaciência e por isso São Tiago chama-nos a ser pacientes até à vinda do Senhor com coração firme e sem murmurações.
Tal como o agricultor, precisamos de esperar com paciência, mesmo quando não vemos frutos imediatos… Ser paciente, não é ser passivo! É ter confiança ativa e permitir que Deus faça o Seu trabalho em nós, fortalecendo o nosso coração e agindo com perseverança. Reflitamos:
Quando fico impaciente, o que revela isso sobre o meu coração? Falta de confiança? Cansaço? Medo?
Percebo que ser paciente é também uma forma de amar?
De que queixas preciso de me libertar?
Tenho algumas desculpas a apresentar a alguém?
A presença de Deus fortalece-nos e dá-nos coragem para viver cada dia, com esperança renovada! Este é o conforto que o nosso coração busca, quando o caminho começa a ser tortuoso e as forças ou a coragem escasseiam. Com fé em Deus, depositemos a nossa prece no Seu coração bondoso, compassivo, paciente e misericordioso.
“O coração fortalece-se ao olhar para o céu”! Fortaleçamo-nos, rezando assim:
Senhor, que a Tua Palavra encontre terra boa no meu coração. Dá-me a paciência que nasce da confiança, a perseverança que nasce do amor e a serenidade que nasce da entrega. Afasta de mim as queixas e dá-me um coração disposto a esperar Contigo, e não sozinho.
Comprometidos a ser pacientes até à vinda do Senhor com coração firme e sem murmurações, aceitemos a Sua benção.