Semana de 14 a 20 de setembro de 2025 FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ – ANO C
Preparamos um espaço e um momento de pura entrega e simplicidade, que nos inspire ao recolhimento e à nossa entrega ao Amor que salva! Coloquemos ao centro uma cruz e a Bíblia aberta em João 3, sinais da presença viva de Cristo, aqui… e em nós! Para começar a nossa oração, lembrando a Sua luz que nos ilumina, acendemos uma vela.
Reconhecendo o imenso amor do Pai, que se manifesta na doação do Seu Filho que se entrega livremente por nós, na cruz, benzemo-nos.
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Louvemos a Jesus, que pela Sua bondade, que nos mostrou que a cruz é liberdade!
Levaste a minha cruz Com tua morte, liberdade compraste A ti, a vida dou E cantarei tua bondade para sempre
Digno é teu nome, Jesus Teu é o louvor Digno és, Senhor
Seguro posso estar Diante do teu amor inegável Tua graça é sem par Eu cantarei tua bondade para sempre
Que a tua glória encha a terra Assim como enche o céu Nome sobre todo o nome Digno de exaltação
Quando olhamos para Cristo na cruz, podemos sentir o abraço do Pai, na Sua maior e mais espantosa prova do Seu amor por nós! Jubilosos por sermos os Seus escolhidos e podermos usufruir desse amor que transforma, dirijamos ao nosso Pai, a nossa sentida oração de agradecimento.
Escutemos na voz de um de nós, o trecho de Jo 3, 13-17, que nos revela o amor de Deus em plenitude!
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
A liturgia deste dia convida-nos a contemplar a cruz de Cristo, não como quem olha para uma imagem distante, não como um simples símbolo religioso, não como um ornamento das nossas Igrejas ou dos nossos pescoços, não com frieza ou hábito religioso, mas com fé viva, com o coração aberto porque olhar para a cruz de Cristo é entrar no mistério mais profundo na nossa salvação e por isso não basta ver, é preciso crer.
A cruz fala-nos do amor de Deus e da sua entrega A primeira palavra da cruz para nós é sempre uma palavra de amor e “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. Este é o exemplo supremo. Deus não tinha maior amor do que o de dar a sua vida pelos seus amigos. Podemos dizer que foi necessário que Deus se tornasse homem e como homem morresse para dar a maior e mais espantosa prova do seu amor. No calvário, Jesus não disse muitas palavras, mas falou com a linguagem mais forte que existe: a do amor que se doa até ao fim. Na cruz, está a entrega de Jesus, ele não foi forçado, mas entregou-se livremente, como cordeiro manso que tira o pecado do mundo. No mundo de hoje, é fácil dar o que sobra, difícil é dar-se. Cristo não nos deu só palavras, milagres e conselhos, Ele deu-se a si mesmo. Na cruz, Ele esvazia-se de si mesmo e entrega o Seu corpo, sangue, coração, alma… A cruz é o altar da maior entrega da história.
A cruz é uma escola de amor e entrega Contemplar a cruz não é só admirar, mas imitar. Se Deus amou assim, também nós devemos amar com sacrifício, generosidade e paciência. Este é o pedido de Jesus na última ceia: “nisto conhecerão que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35). A cruz desafia-nos a viver o amor nos gestos concretos do dia-a-dia: no perdão, no serviço, na doação sem esperar recompensa. Se seguimos Jesus, também precisamos aprender a arte de nos entregar. Não há cristianismo verdadeiro sem cruz e não há cruz sem amor e sem entrega. Jesus convida-nos a entregar o nosso tempo a Deus e aos irmãos, a entregar o nosso orgulho, a nossa vontade, o nosso egoísmo. A cruz é sinal de dor, mas é sobretudo sinal de amor que se entrega. Jesus foi pregado nela para ensinar o caminho da vida: entregar-se por amor. A cruz é uma escola que nos ensina a viver para os outros, tendo Jesus como exemplo.
A cruz fala-nos de esperança e vitória Aos olhos do mundo, na lógica humana, a cruz era o pior castigo e, quando Jesus foi crucificado, muitos pensaram que tudo tinha acabado, inclusive os seus próprios discípulos, que ao vê-lo pregado na cruz, acharam que era o fim da sua missão, um fracasso total. O que o mundo viu como fracasso, abandono, humilhação, Deus transformou em vitória e em esperança. O que era sinal de morte, Deus transformou em instrumento de salvação. A cruz não é mais o fim, mas o caminho que leva à salvação. A cruz ensina-nos que o sofrimento não tem a última palavra, que o amor é mais forte do que a morte e que Deus transforma até os piores instrumentos do mal em caminhos de redenção. A cruz parece derrota, mas é a maior vitória da história.
Que a cruz de Cristo seja para nós não só sinal de fé, mas também modelo de vida. Que o amor e esperança que brotam do madeiro sagrado transforme o nosso coração, a nossa casa e a nossa comunidade.
A cruz não é um simples símbolo ou um adorno que exibimos com ostentação! A cruz de Cristo, deve ser motivo de contemplação e um desafio/compromisso a vivermos O amor, sem medo, nos gestos concretos do dia-a-dia: no perdão, no serviço, na doação sem esperar recompensa, tendo Jesus como exemplo! Reflitamos:
Que significa, para mim, a Cruz de Cristo?
Quando olho para a Cruz de Cristo, o que sinto?
A Cruz de Cristo e o próprio Jesus transmitem-me tristeza, injustiça e morte ou força, esperança e motivação?
Vivo com amor e entrega? De que forma?
Como me poderia entregar mais aos outros e que ainda não o faço?
Se pararmos para refletir, com verdadeira intenção de o fazer, facilmente reconhecemos que temos os nossos pecados, as nossas fraquezas e fragilidades… Muitas vezes sentimos o peso da nossa “cruz” e deixamos que o medo, as incertezas e as dúvidas abalem a nossa fé! Com confiança plena naquele que nos dá esperança e consolo, façamos-Lhe os nossos pedidos (também para os nossos irmãos).
Deixando que a cruz de Cristo seja o nosso guia, rezemos confiadamente:
Senhor Jesus, Tu que foste elevado na cruz por amor, acolhe a nossa vida e transforma-a na Tua luz. Ensina-nos a viver na confiança do Pai e que cada gesto nosso seja reflexo do Teu amor, para que outros descubram em Ti o caminho da vida eterna.
Abençoados pelo amor e pela esperança que brotam do madeiro sagrado e permitindo que transforme o nosso coração, benzemo-nos.