Semana de 18 a 24 de maio de 2025 V DOMINGO DA PÁSCOA – ANO C
Quando oramos e abrimos o coração para Deus, deixamo-lo mais disponível para acolher o nosso irmão. Assim, façamos um compasso de espera para nos prepararmos para este momento de Orar em Família e abrirmos o coração para Deus. Durante este tempo, preparemos o espaço, abramos a Bíblia em João 13 e acendamos uma vela que nos ilumine espiritualmente.
Sabendo-nos amados por Jesus, com um amor profundo, fiel e verdadeiro, benzemo-nos
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor. Para louvar e agradecer, bendizer e adorar: e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Querendo verdadeiramente sentir que o mandamento de amor do Senhor vem de cá de dentro e que queremos desfrutar dele, louvemo-Lo
Senhor, eu não quero sentir que o teu mandamento de amor é só uma obrigação, mas que ele venha de dentro. Eu quero ser teu instrumento.
Senhor, quero ser feliz, amando os meus irmãos de uma forma natural. Quero sorrir e quero chorar, com o que me deste para desfrutar.
Amar, eu quero aprender a amar, porque eu nasci p’ra amar. Ao dar-me o Teu sopro divino, marcaste o meu ideal. Amar, eu quero aprender a amar, porque eu nasci p’ra amar, para saber que estou vivo, porque há algo Teu que eu sei dar: o amor.
Senhor, quero descobrir que há algo que me deste que posso partilhar e abraçar, confiando-Te a vida sabendo que vou fazer-Te feliz.
Amar, eu quero aprender a amar, porque eu nasci p’ra amar. Ao dar-me o Teu sopro divino, marcaste o meu ideal. Amar, eu quero aprender a amar, porque eu nasci p’ra amar, para saber que estou vivo, porque há algo Teu que eu sei dar: o amor.
Jesus mostra-nos, com a Sua vida e a Sua entrega, o que é o verdadeiro amor! Ele chama-nos de “Filhos”, caminha connosco (mesmo quando não O reconhecemos) e chama-nos a sermos Seus discípulos, reconhecidos pelo Amor que compartilhamos… Quão precioso é esse Amor que transforma e alimenta! Verdadeiramente preenchidos de gratidão pela Sua presença em nós e na nossa vida, façamos-Lhe a nossa sentida oração de agradecimento.
Escutemos na voz de um de nós, o mandamento de amor que Jesus nos deixa como legado, em Jo 13,31-33a.34-35
Quando Judas saiu do cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».
Tentemos perceber melhor este ensinamento, que se deve tornar identidade de cada cristão…
Este texto está localizado entre dois momentos dramáticos da última ceia: o anúncio da traição de Judas (cf Jo 13, 21-30) e o anúncio da negação de Pedro (cf Jo 13, 36-38). Apesar das debilidades da comunidade, o que Jesus tem para oferecer é sempre amor. O amor oferecido por Jesus aos seus não se deve aos méritos da comunidade mas, porque o amor é a sua essência e sendo Ele amor, não pode oferecer outra coisa que não seja amor. Assim, a traição e negação e tantas outras incoerências dos discípulos de todos os tempos não fazem Jesus diminuir o seu amor, embora isso comprometa a sua manifestação no mundo, como Ele mesmo adverte.
Quando Judas sai do cenáculo para trair Jesus, ele rompe a comunhão e rejeita o amor que lhe estava a ser oferecido por Jesus. Certamente, foi doloroso para Jesus ver um dos seus amigos deixar a comunidade para se aliar aos poderosos que estavam prestes a condená-l’O, trocando o amor gratuito por dinheiro.
A certeza de que a traição não diminui o seu amor nem faz recuar nos seus propósitos de fidelidade incondicional ao Pai, leva Jesus a concluir que o momento da glorificação chegou. Somente agora, no drama da paixão, tendo a traição como sinal, Jesus confirma que chegou a sua hora. Na festa do casamento de Caná, Jesus disse à sua mãe que a sua hora ainda não tinha chegado mas, agora, a hora chegou. Este “agora” indica que Jesus está ciente de que o plano de Deus para a salvação da humanidade está prestes a ser completado.
“Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus glorificado n’Ele.” Impressionante: começou o doloroso processo da paixão e Jesus diz que esta hora é a hora da sua glorificação, que o Pai estava a ser glorificado n’Ele e logo o glorificaria. A hora da paixão é a hora da glorificação porque nela Ele cumpre plenamente a sua missão: dar a vida por nós. Esta glória compreende a paixão, morte e ressurreição de Jesus e é motivada pelo amor incondicional e recíproco entre o Pai e o Filho.
A principal forma pela qual Jesus glorifica Deus é por meio da obediência total ao Pai até à morte. Em várias partes dos Evangelhos, Jesus expressa a sua total submissão ao plano de Deus. A morte na cruz, como entrega voluntária, reflete essa obediência perfeita e glorifica Deus porque cumpre os planos de Deus para a salvação da humanidade. A glória do Filho está em realizar os propósitos do Pai na obediência e na entrega por amor ao Pai a todos nós.
Porque o Filho glorifica o Pai cumprindo os seus propósitos, o Pai glorifica o Filho dando-lhe a vitória sobre a morte e ressuscitando-O de entre os mortos para a vida eterna. Deus ressuscitou o Seu Filho Jesus dos mortos como forma de exaltar a sua vitória sobre a morte e garantir a salvação da humanidade. A glorificação de Jesus não se fica por aqui. Após a ressurreição, Jesus não só retorna ao Pai mas também assume a sua posição de autoridade à direita de Deus. A Sua glorificação é vista na sua posição de autoridade celestial, como rei eterno que reina com Deus Pai. Isto deve levar-nos a confessar Jesus como Senhor e Salvador e a colocar Jesus como o centro da salvação e da esperança cristã.
Mesmo diante da traição e da cruz, Jesus mostra-nos um amor novo, que nasce do Seu exemplo! A Sua obediência ao Pai e a Sua entrega voluntária, faz-nos sentir cuidados, seguros, com o coração cheio de reverência e gratidão, mas também desafiados a sermos Seus discípulos, com gestos e atitudes, nas quais os outros “vejam” a glória e o amor de Deus em ação! Reflitemos.
Parece-me aceitável que Jesus me ame, mesmo quando faço asneiras, quando peco, quando o desprezo e me esqueço Dele?
Reconheço o plano que Deus tem para mim? Em que medida? O que faço para o seguir?
Em consciência, Jesus é o centro da salvação e da esperança na minha vida?
O que preciso fazer, em concreto, para estar mais próximo de Jesus?
A grande resposta será “amai-vos também uns aos outros”?
Jesus revela-nos a glória de Deus: mostra-nos um amor que transforma, que cuida de nós, que nos faz sentir amados, seguros, fortalecidos, animados pela esperança e pela fé! E mesmo quando a vida parece estar cheia de obstáculos que possam parecer intransponíveis, e Jesus possa parecer silencioso no Seu cuidar, Ele espera por nós e escuta, sempre, a nossa prece! Ousemos dirigir-Lhe, com o coração confiante e atento, os nossos pedidos…
Glorificados pelo amor que nos ensina a perdoar, a acolher, a servir, rezemos
Senhor, que a Tua glória resplandeça em nós; que o Teu amor nos consuma e que, amando como Tu amas, o mundo Te reconheça nos nossos gestos. Fica connosco, agora e sempre.
Sentindo-nos instrumentos do amor de Deus e reflexo da Sua glória, benzemo-nos