Semana de 6 a 12 de fevereiro de 2022
V Domingo do Tempo Comum – Ano C

Todos os locais são bons para nos encontrarmos com Jesus, todavia é aconselhado procurarmos um bom lugar para reunir a família em oração. Não interessa qual é, desde que estejamos todos confortáveis e preparados para o encontro. Não esquecer a Bíblia, que pode já estar preparada em Lc 5, 1. Uma vela acesa também fica bem, dá ambiente e lembra-nos da Sua presença no meio de nós.
Começamos a nossa oração, como é habitual, benzendo-nos
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Deixamos as outras preocupações de lado, serenamos e louvamos o Senhor…
Tu, que nas margens do lago,
Não escolhes nem sábios nem ricos,
Queres somente que eu Te siga!
Senhor, Tu fixastes os meus olhos
E quiseste meu nome chamar;
Eu deixei o meu barco na praia,
E contigo encontrei outro mar.
Tu sabes bem o que tenho;
No meu barco não há ouro nem prata,
Somente as redes e o meu trabalho.
Tu necessitas de mim,
P’ra render os que estão cansados;
E do meu amor, sinal de esperança.
Tu, pescador doutros lagos,
Ânsia eterna dos homens que esperam,
Meu bom amigo, muito obrigado.
Deus está presente nos pequenos e nos grandes momentos da nossa vida e, por vezes, aparece quando tudo corre mal e acontece um milagre. Ousemos partilhar, em voz alta, a nossa gratidão pelas coisas boas que acontecem connosco.
Quem vai ler hoje? Com calma, pausadamente e com sentimento, um de nós lê, em voz alta, a passagem bíblica de Lc 5, 1-11, preferencialmente da Bíblia.
Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
A história é interessante e dá muito que pensar. Vamos aprofundar um pouco o texto…
Jesus viu dois barcos estacionados na praia e subiu para o barco de Pedro porque é na vida de Pedro que Jesus quer entrar. Aprende com Pedro.
Em primeiro, deixa que Jesus entre no teu barco
Ao entrar no barco de Pedro, Jesus transforma a desilusão e frustração em alegria. Naquela noite, o mar não estava para peixe. Os discípulos estavam frustrados, cansados e dececionados. Trabalharam uma noite inteira e não tinham pescado nada. Para eles, a pesca não era uma diversão, um hobby, mas era a sua profissão, viviam da pesca e sustentavam as suas famílias com o que pescavam mas, naquela noite, o seu trabalho foi ineficaz e agora, já pela manhã, só lhes restava lavar as redes. Quantas madrugadas sem êxito a vida já nos proporcionou? Quantas tentativas sem sucesso? Onde estou a errar? Quando na tua vida algo não estiver a dar certo, algo não está a correu como foi planeado, quando tiveres feito várias tentativas sem sucesso algum, chegou o momento de deixares Jesus subir no teu barco, chegou o momento de Lhe emprestares o teu barco, como fez Pedro, para que Ele o possa usar e transformar a tua vida.
Em segundo, deixa que Jesus seja o mestre do teu barco e o conduza
Ao entrar no barco de Pedro, Jesus toma o comando do barco. Em obediência à ordem de Jesus, o barco de Pedro começa por se transformar em púlpito. É do barco de Pedro que Jesus ensina a multidão. O barco do fracasso é centro do anúncio do evangelho. Jesus dá mais duas ordens a Pedro: “Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca”. Devido à frustração da noite anterior, Pedro ofereceu alguma resistência mas decidiu lançar as redes confiando nas palavras de Jesus. Há algumas diferenças entre a primeira e a segunda pesca. Na primeira pesca, Pedro e companheiros trabalham de madrugada, sob as ordens deles mesmos e Jesus não está com eles. Na segunda pesca, pescam de dia, Jesus está no barco com eles e o Senhor guia-os para o lugar onde devem lançar as redes. Não basta deixar Jesus entrar no barco da tua vida, é necessário que seja Ele a orientar, a indicar o caminho que deves seguir. Pedro tinha motivos suficientes para ir para casa, pois estava cansado, mas confiou e obedeceu às ordens de Jesus e pode ver o que não conseguir ver a noite inteira. Se queres uma “pesca” abundante na tua vida, deixa que Jesus e a Sua palavra sejam o guia do teu barco.
Em terceiro, deixa que Jesus transforme o rumo do teu barco e da tua vida
O verdadeiro motivo de Jesus ao entrar no barco de Pedro foi transformá-lo dum simples pescador de peixes para um grande pescador de almas. E aconteceu: “Eles deixaram tudo e seguiram Jesus”. Como aconteceu com Pedro, Jesus sobe na tua barca. Sim, porque é a ti que o Senhor pede para colaborar com Ele, para pôr a tua vida em jogo, para ajudar numa missão que só Ele conhece. Jesus quer subir na tua barca, precisa de ti para narrar o evangelho, precisa da tua disponibilidade para ir mais além, para as águas mais profundas. Apesar das tuas fragilidades, faltas repetidas e pecados, Jesus, como aconteceu com Pedro, continua a convidar-te para saíres de novo, para trabalhares com Ele, confiado na Sua palavra, como Pedro confiou.
Como disse a Pedro, Jesus diz: “não temas”. Deixa que Jesus entre no teu barco, que a Sua palavra conduza a tua vida e a possa transformar como aconteceu com Pedro.
Tantas perguntas, tantas dúvidas e tantas sugestões e interpelações… Vamos refletir e partilhar em família:
- Qual foi a melhor situação em que evangelizei, em que falei de Jesus a alguém?
- Como aconteceu com Pedro, sinto que Jesus pode transformar a minha vida?
- Tenho o hábito de “escutar” Jesus e de me deixar guiar por Ele?
- Que posso eu fazer para que Jesus entre no meu barco?
- Que obstáculos encontro da hora de Jesus entrar na “minha barca”?
Agora, de mãos dadas, pedimos a Deus o que mais desejamos para os outros, para a nossa família e para cada um de nós, não esquecendo todos aqueles que não O procuram por não conhecerem Jesus.
Podemos continuar de mãos dadas e rezamos a oração que Jesus nos ensinou:
Pai Nosso…
Que guiados por Jesus Cristo,
possamos encontrar o nosso caminho e a nossa missão
evangelizando os irmãos e sendo pescadores de homens.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era, no princípio, agora e sempre. Ámen.
E, para terminar, se ninguém tiver mais nada a dizer, benzemo-nos, enquanto olhamos uns para os outros e nos sentimos na mesma barca… com Jesus.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
No dia 7 de fevereiro, celebramos a festa das Cinco Chagas do Senhor