Semana de 8 a 14 de agosto de 2021
XIX Domingo Tempo Comum – Ano B

Escolhamos um local onde possamos estar em paz com Deus.
Juntos, abrimos o livro sagrado em João 6, 41-51, se tivermos uma vela acendemo-la e começamos a nossa oração.
Sabendo que Jesus pode saciar a nossa fome espiritual, benzemo-nos
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Louvemos a Jesus, o pão vivo descido do céu, que nos concede a verdadeira vida
Pão do céu, pão de Deus, Vida em mim és Senhor Jesus
No caminho da vida és o pão que dá força e luz
Quem comer deste pão viverá por mim
Quem deste vinho beber viverá no amor
E feliz reinará com o seu Senhor.
Bom Pastor és caminho seguro, verdade e vida
Quem te segue não anda no mundo perdido e só
Nem a vida ou a morte ou algum poder
Do seu amor poderá jamais separar
Para a vida sem fim ressuscitará.
Eu sou o pão da vida
Eu sou a ressurreição
Tomai e comei este é o Meu corpo, pão da vida e unidade.
Permanecei em Mim
Eu a videira, vós os ramos
Tomai e bebei este é o Meu sangue
Para vossa salvação.
Pão do céu é o maná que nos dás com sabor a Ti
És a força que alenta o nosso peregrinar
Quem tem sede há de em ti encontrar a fonte
Da alegria sem fim e da tua paz
Brotará dele um rio de água viva.
Para quem havemos de ir se tu és o Santo de Deus
As palavras, Senhor, que nos dás são de vida eterna
Quem te segue não se perderá na noite
Em caminhos e vales de solidão
Pois terá luz da vida, vida verdadeira.
Agraciados com o dom da fé, reconheçamos as bênçãos que recebemos do Pai e agradeçamos em voz alta o que mais valorizamos do que nos tem acontecido de bom
Apreciemos a Palavra de Deus
Naquele tempo, os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». E diziam: «Não é ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: ‘Eu desci do Céu’?» Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».
Tentemos compreender as palavras que escutámos
Na oração anterior, Jesus convida os judeus e a nós também a trabalhar pela “comida” que permanece. Neste Evangelho, Jesus apresenta-se como o alimento que permanece e que sacia a fome mais profunda do ser humano. Sendo o ser humano insatisfeito quer com o que possui, quer com o seu trabalho ou com a sua produtividade, como pode Jesus ser o Pão que sacia a fome insaciável do ser humano?
Primeiro: este Pão só sacia quem d’Ele se aproxima
Como pode alguém vir a este Pão da vida que é Jesus? Diz o texto: “Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer.” Ninguém pode vir a mim, isto é, pela fé, pois de outra forma os judeus poderiam ir corporalmente até Ele mas não espiritualmente, porque eles não tinham nem poder nem vontade em si mesmos. Só se aproximará deste pão quem for trazido, isto é, atraído pelo próprio Deus. O ser humano é atraído por aquilo em que se deleita. Assim Deus atrai o Homem: mostra-lhe as suas necessidades, e, como ser necessitado, carente e insaciável, Deus mostra o Salvador que lhe deu para que possa receber a vida eterna. Quando alguém sente o desejo de vir a Cristo, seja através dum grupo de catequese, duma conversa com um cristão, da oração ou dos sacramentos, essa pessoa já foi atraída pelo próprio Deus para receber o Pão da vida. Se subiste à casa de Deus, se tiveste um encontro com Cristo na oração foi pelo convite irrecusável do próprio Deus. Só deixando-se atrair pelo próprio Deus nos podemos aproximar de Jesus, o Pão da vida, e sermos saciados com a vida eterna, porque “Eu ressuscitá-lo-ei no último dia”.
Segundo: este Pão só sacia a quem n’Ele acredita
Diz-nos o texto: “Quem acredita tem a vida eterna.” Para ser saciado por este Pão da vida também é preciso crer no seu poder de saciar o insaciável. Na Sagrada Escritura, o ato de crer está intimamente ligado ao ato de obedecer. Assim, quem crê também obedece. Jesus declara que a salvação está diretamente ligada à Sua pessoa e todas as outras coisas, por mais importantes que sejam, estão subordinadas a Ele. A vida eterna não se limita ao mundo futuro mas está sempre presente, daí a forma verbal “tem”. A vida eterna é apenas um desabrochar daquilo que aqui começou com a nossa adesão ao Senhor. Para sermos saciados pelo Pão da vida precisamos de crer em Jesus e obedecer aos seus ensinamentos que nos indicam o caminho da vida a começar aqui nesta terra.
Terceiro: este Pão só sacia a quem d’Ele se alimenta
Diz-nos o texto: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.” Como nos podemos alimentar objetivamente deste Pão vivo? Esta era a dificuldade dos judeus. Alimentar-se de Cristo é algo sério e traz responsabilidade pois quem o faz permanece de Cristo e Ele passa a habitar em quem o come. Como diz Paulo, na carta aos Gálatas: “já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim! (Gal 2, 20). Nós alimentamo-nos do Pão da vida quando vivemos ao modo de Cristo, isto é, quando amamos sem preconceito, quando perdoamos a quem nos ofende, quando nos entregamos pelos necessitados, quando não procuramos riquezas, honras e poder mas nos sacrificamos na busca da humildade.
No seguimento do texto e da reflexão, olhemos para nós próprios e procuremos aproximarmo-nos do verdadeiro pão:
- Sou verdadeiro veículo da palavra de Deus junto dos meus?
- É à volta d’Ele que construo a minha existência?
- Diariamente cultivo a minha proximidade com Jesus?
- Participo na eucaristia e alimento-me do verdadeiro Pão da Vida?
- O que sinto quando comungo na Eucaristia?
Partilhemos as emoções e os pensamentos que sentimos ao assistir este vídeo…
- É assim que acontece connosco?
Com a certeza que o caminho para a vida eterna é Jesus, roguemos em voz alta, cada um na sua vez, o que mais nos preocupa.
Maravilhados com o “pão do céu”, rezemos ao Pai
“Pão do céu”, vamos ao Vosso encontro cheios de confiança nas Vossas palavras e gestos; Somos “Felizes convidados para a ceia do Senhor!” e queremos viver plenamente com Cristo cuja palavra e carne (Sua pessoa) é alimento que sacia.
De coração aberto e disponível para Deus que vem ao nosso encontro para nos oferecer a vida, benzemo-nos
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
“Rumo a um nós cada vez maior” é o tema da 49ª Semana Nacional de Migrações que terá peregrinação a Fátima, como informa o Vatican News.
Este tema tem origem na Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado.
Fica a sugestão para quando houver um tempinho…