Semana de 11 a 17 de abril de 2021
II Domingo da Páscoa – Ano B

Temos que preparar o local onde vamos orar juntos. O mais importante é que estejamos confortáveis e sem distrações. Precisamos duma Bíblia preparada em João 20, 24-29 e duma vela.
Quando estivermos a postos e sem distrações, acende-se a vela.
Atraídos pelo convite de Jesus para criar uma confiança maior e total em Deus, benzemo-nos…
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
O Senhor, nosso Deus, que merece o louvor e todo o nosso amor, ressuscitou.
Louvemo-lo!
Novo dia surgiu
E o povo que andava nas trevas viu
Uma intensa luz, teu clarão
Tua glória a resplandecer
Novo povo a trilhar
Um caminho aberto por tuas mãos
Obra nova enfim
Já podemos ver, nova criação
Somos nós este povo alcançado por tua luz
Fruto da tua obra na cruz
O Senhor, nosso Deus
Que merece o louvor, todo o nosso amor
É o Rei que venceu
Ao Cordeiro a vitória, o poder, honra e glória (bis)
Ressuscitou
Ressuscitou
Um só povo, um só corpo, um só canto pra Teu louvor
Tua Igreja, tua esposa celebra o Teu amor
Soberano
Majestoso
Glorioso
Vencedor!
Todos juntos
Povo em festa
Num banquete que não findará!
O amor de Deus é inabalável e infinito. Há tantas coisas que Lhe queremos/devemos agradecer! Vamos dar voz ao nosso coração, para dizer em voz alta, tudo aquilo por que estamos gratos.
“Aleluia” quer dizer “louvai a Deus”. Em tempo pascal, louvamos o Senhor pela sua gloriosa ressurreição.
Vamos fazê-lo cantando.
Na sua dor os homens encontraram
Uma pura semente de alegria,
O segredo da vida e da esperança:
Ressuscitou o Senhor Jesus!
Ressuscitou, Ressuscitou,
Ressuscitou, Aleluia! (bis)
Os que choravam cessarão o pranto.
Brilhará novo Sol nos corações,
Pode o homem cantar o seu triunfo:
Ressuscitou o Senhor Jesus!
Os que nos duros campos trabalharam
Voltarão entre vozes de alegria,
Erguendo ao alto os frutos da colheita:
Ressuscitou o Senhor Jesus!
Já ninguém viverá sem luz da fé,
Já ninguém morrerá sem esperança;
O que crê em Jesus venceu a morte:
Ressuscitou o Senhor Jesus!
Louvamos a Deus Pai eternamente
E cantamos a glória de seu Filho,
Com o Espírito Santo que nos ama:
Ressuscitou o Senhor Jesus!
Agora, acalmamo-nos para saborear a Palavra de Deus (João 20, 24-29).
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor».
Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles.
Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»
Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».
Meditemos sobre alguns aspetos a considerar de aprofundamento do texto…
Este domingo é conhecido pelo domingo da Divina Misericórdia. O salmo dá-nos o mote ao repetir constantemente: “é eterna a sua misericórdia”. A misericórdia de Deus tem um rosto concreto: o de Jesus Ressuscitado.
O Ressuscitado expressa a misericórdia de Deus através da paciência.
Tomé não confia nos outros apóstolos, quer tocar com as suas mãos as chagas de Jesus. Qual a reação de Jesus? A paciência. Ainda que sem uma fé madura Jesus não o condena, mas acolhe-o com grande paciência e misericórdia. Jesus não abandona Tomé na sua incredulidade e deixa-o tocar nas suas feridas para que Tomé volte a ter confiança e assim fazer a sua profissão de fé. Podemos compreender que a frustração de Tomé também pode ser a nossa. O afastamento de Tomé também pode ser o nosso distanciamento dos convívios com a comunidade em que participamos. Muitas vezes acreditamos, mas não vemos os resultados que esperávamos e queremos que Deus nos mostre sinais. Porém, o Evangelho diz-nos que o grande sinal de Deus já nos foi dado: é a sua Paixão. Como com Tomé, o Senhor espera o nosso regresso com paciência para nos acolher e integrar e sem nunca nos condenar.
A misericórdia de Deus pede-nos coragem para regressar a Ele.
A Misericordia divina deve encontrar em nós a coragem para regressar a Jesus, qualquer que seja o pecado na nossa vida. Talvez possamos pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha traição é como a de Pedro, a minha incredulidade é como a de Tomé. Não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à minha espera. Mas é precisamente por ti que Deus espera. Só te pede a coragem de ires ter com Ele: Ele está à tua espera para te abraçar, porque te ama!
Há uma porta fechada no encontro com o Senhor: a da resignação. Os discípulos experimentaram-na quando, após a morte de Jesus, pensavam que tudo tivesse voltado a ser como antes. Estavam em Jerusalém, desalentados, e, depois de tanto tempo com Jesus, nada tinha mudado. Também nós nos resignamos. Somos cristãos há tanto tempo, mas nada muda. Cometemos sempre os mesmos pecados. Então desalentados renunciamos à misericórdia, ao Seu perdão. Não será a misericórdia do Senhor maior que a minha miséria? Não foi isto que Jesus fez no evangelho de hoje: trazer paz e confiança a um grupo de discípulos que se sentiam tristes, perdidos e sem paz porque na hora da verdade fugiram, negaram e traíram o Mestre?
Jesus permanece no meio de nós através da sua Palavra e de forma real na Eucaristia à nossa espera com paciência e misericórdia e pede-nos coragem para voltar para Ele.
Bem sabemos que por vezes, à semelhança de Tomé, também duvidamos e queremos provas da presença renovadora e transformadora de Cristo na nossa vida. Reflitamos sobre a nossa fragilidade e debilidade, com as seguintes pistas:
- Sou paciente e compassivo com os erros dos outros?
- Como faço para que o amor (a misericórdia de Jesus) transpareça nos meus gestos e atitudes?
- Onde sinto mais/melhor a presença de Jesus ressuscitado (na Eucaristia, na Sua palavra, na oração, etc.) ou sou como Tomé?
- Tenho coragem para regressar e reencontrar Deus quando me desvio do Seu caminho?
É nos gestos de amor, partilha, serviço, encontro e fraternidade que encontramos Jesus vivo a transformar e a renovar o mundo. Peçamos a ajuda do Senhor para sermos misericordiosos como Ele:
Diz-nos o Papa Francisco: “Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos!(…) Deus nunca Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a Sua misericórdia”.
Peçamos a Sua misericórdia para nós, para os que se cansaram ou não a sabem pedir, e pelo que mais precisamos.
Agora, rezamos a oração que Jesus nos ensinou…
Senhor, derrama sobre nós a Tua misericórdia e o Teu grande e profundo amor por nós: esse amor que não falha, que sempre agarra a nossa mão, nos sustenta, levanta e guia para que tenhamos a coragem e a vontade de ir ao Teu encontro e em Ti renovar a nossa fé.
Se não tivermos mais nada a partilhar, benzemo-nos, com a certeza que Jesus ressuscitou e vive no meio de nós.
Para conhecermos melhor: 10 factos sobre a devoção à Misericórdia Divina