Semana de 24 a 30 de janeiro de 2021
III Domingo do Tempo Comum – Ano B
Domingo da Palavra de Deus

Procuremos um local tranquilo para aproveitarmos o momento.
Uma vez que este domingo é o Domingo da Palavra de Deus, que o Papa Francisco quis que fosse celebrado todos os anos no III Domingo do Tempo Comum, colocamos em destaque uma Bíblia. Sugere-se também termos uma vela e uma cruz (ou um crucifixo).
Quando acharmos oportuno, acende-se a vela junto da Bíblia e da cruz.
Para iniciarmos a nossa oração, benzemo-nos condignamente louvando o senhor
Em nome do Pai, em nome do Filho,
em nome do Espírito Santo, estamos aqui,
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
estamos aqui, Senhor, ao Teu dispor.
Para louvar e agradecer, bendizer e adorar:
e aclamar Deus Trino de Amor.
Em nome do Pai…
Sentimos a necessidade de parar, de nos encontrarmos com Jesus e, assim, O ouvirmos e nos transformarmos… tentemos aproveitar e ouvi-l’O com a ajuda desta música
Ser grato vai além de “muito obrigado” e é superior a qualquer interesse; é virtude de quem reconhece no outro, e em Deus, o valor do que ele faz, sem exigir nada em troca. Agradeçamos a Deus por tudo aquilo que somos.
Uma pessoa lê as passagens bíblicas para todos, preferencialmente da Bíblia: Mc 1, 14-15 e Jonas 3,5.10
Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo: «Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, proclamaram um jejum e revestiram-se de saco, desde o maior ao mais pequeno. Quando Deus viu as suas obras e como se convertiam do seu mau caminho, desistiu do castigo com que os ameaçara e não o executou.
Para nos ajudar a interpretar melhor o texto…
O tempo está realizado, a espera terminou, as promessas cumpriram-se. É a última etapa da história da salvação, a última fase da realização do projeto de Deus, é o fim dos tempos. Chegou a plenitude dos tempos, o momento cheio de presença de Deus que salva. Há duas condições para entrar neste processo do Reino: converter-se, arrepender-se e acreditar.
Converter-se não é o mesmo que se sentir desgostado com o pecado ou com remorsos por termos feito o mal. Estes sentimentos podem ser simplesmente um ponto de partida para uma conversão verdadeira. A conversão é uma mudança radical. Significa arrepiar caminho, mudar de rumo para se voltar (para nos convertermos) para Deus. É abandonar a lógica do mundo que coloca acima de tudo o próprio interesse, o dinheiro, o poder, o sucesso, o domínio dos outros para pensar e agir segundo Deus que coloca o amor ao próximo como centro da vida. A conversão é uma atitude interior que leva a um comportamento exterior.
Converter-se significa não viver como todos vivem, não fazer como todos fazem, não se sentir justificado porque muitos agem assim. Viver como todos vivem é deixar de ter vida própria para viver a vida dos outros ou como os outros. Pela conversão eu deixo de “viver como os outros” para me encontrar com Deus e assumir a responsabilidade pelos meus atos. Tal supõe deixar entrar Deus nos critérios da própria vida e não julgar ou agir de acordo com as opiniões correntes mas pelos critérios de Deus. Este exemplo é claro nos habitantes de Nínive que, ao confrontarem a sua vida com os critérios de Deus, mudaram de vida e deixaram de “viver como os outros.”
Temos que Acreditar. A fé não consiste num arrazoado feito com a cabeça. A fé não é saber muito e provar isto ou aquilo. Acreditar é adesão corajosa e incondicional à proposta de vida que Jesus nos vem trazer. Acreditar é aceitar a pessoa e a ação de Jesus como a realização da promessa de Deus. Crer deve levar a um compromisso ativo: continuar a ação de Jesus e viver de acordo com os critérios do Evangelho.
Tendo consciência que mudar faz parte da vida, do caminho da perfeição, do caminho à imagem de Jesus Cristo, dialoguemos em família com base nas seguintes pistas
- Faço coisas porque todos fazem?
- A minha moral é a moral do rebanho, isto é, se todos mentirem, eu também minto?
- Quando foi a última vez que me entreguei a Jesus e Lhe disse verdadeiramente “Cumpra-se em mim a Tua vontade?”
E que tal, durante esta semana, lermos com atenção as leituras deste Domingo da Palavra de Deus?
Podemos ler e aprofundar no sítio Web dos Dehonianos ou ler na nossa Bíblia:
Com as mãos levantadas ao alto, pedimos a Jesus para os outros, para a nossa família e para cada um de nós, sem esquecer todos aqueles que não conhecem o Reino de Deus. Pedimos também que todos os cristãos voltem a ser uma única família, como o próprio Jesus pediu na ultima ceia, uma vez que estamos na semana de oração pela unidade dos cristãos.
Rezamos o Pai Nosso ou, se preferirmos, integramos esta oração num cântico
Senhor, que tens uma misericórdia infinita, pedimos-te que perdoes as nossas falhas e nos ajudes a voltarmo-nos definitivamente para Ti, porque só Tu tudo podes. Que a nossa fé nos leve a uma verdadeira conversão.
Colocamo-nos de pé e abraçamo-nos colocando a cruz no meio de nós. Depois, benzemo-nos, com a certeza que Ele está connosco.